Dinheiro
11/08/2009 - 10h30

Venda de imóveis em SP retoma ritmo, mas cai 25% no semestre

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TATIANA RESENDE
da Folha de S.Paulo

Atualizado às 13h17.

A venda de imóveis residenciais novos está retomando o ritmo de comercialização. Em junho, das unidades disponíveis na capital paulista, 21,5% foram vendidas, o melhor desempenho desde maio de 2008, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.

Na média do primeiro semestre, 12,8% foram comercializadas, e a previsão para 2009 foi revista e deve atingir 13% --contra 12% da projeção anterior. O menor patamar de vendas sobre oferta foi contabilizado em outubro do ano passado, quando esse indicador chegou a 4,9%, o que levou as construtoras a reduzirem o ritmo de lançamentos.

Em junho, 1.715 imóveis foram colocados no mercado, ante 4.027 no mesmo mês de 2008. No acumulado do semestre, 8.150 foram lançados, menos da metade do registrado em igual período do ano anterior (16.812). A projeção da entidade para todo o ano também foi revista, de 28 mil para 25 mil unidades que devem ser postas à venda, impactada pelo resultado do primeiro semestre, patamar bem inferior ao de 2008 (34 mil).

"Não há como comparar o tempo de decisão dos consumidores com o dos empresários", respondeu João Crestana, presidente do Secovi-SP, ao ser questionado se a confiança dos clientes em potencial se recuperou mais rapidamente. Entre a compra do terreno e o lançamento do produto, ele contabiliza que se passam entre seis e oito meses.

Com a diminuição no número de lançamentos, os estoques ao final de junho chegaram a 13.028 unidades na cidade de São Paulo, ante 16.182 no mesmo mês do ano passado e 20.026 em dezembro. Já as vendas totalizaram 14.368 unidades no primeiro semestre, uma redução de 25,3% no comparativo com o mesmo período do ano passado.

Segundo Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), o valor dos imóveis na região metropolitana de São Paulo teve um aumento nominal (sem descontar a inflação do período) de 15%, em média, no primeiro semestre em relação a igual intervalo no ano passado. Ele pondera, no entanto, que a comparação pode estar sendo feita com produtos diferentes em locais diferentes.

Entre os motivos do aquecimento nas vendas na cidade de São Paulo estão o feirão realizado pela Caixa Econômica Federal em maio e o Minha Casa, Minha Vida, que deixou o setor em evidência, despertando o interesse por imóveis mesmo acima da faixa de valor determinada pelo programa federal (R$ 130 mil).

Das propostas de empreendimentos recebidas pelo banco até 31 de julho, último balanço disponível do plano habitacional que começou a funcionar em abril, 177 foram contratadas em todo o Brasil, o que representa 26.211 unidades e R$ 1,66 bilhão em investimento.

Os dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) divulgados ontem também apontam o início da recuperação do setor, impulsionada pela volta da confiança do consumidor e a redução dos juros. Em junho, foram financiados 25.840 imóveis com recursos da caderneta no país, a maior quantidade desde setembro do ano passado, quando houve o agravamento da crise econômica. No primeiro semestre, no entanto, o número (125.136) ainda apresenta leve redução, de 2,6%, no comparativo com os seis primeiros meses de 2008.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (192) 30/11/2009 02h52
Henrique Silva (192) 30/11/2009 02h52
Dizem que Dilma está fazendo campanha. Mas SERRA e AÉCIO são os únicos que estão PAGANDO PRA FAZER CAMPANHA A NÍVEL NACIONAL. Os dois estão aparecendo no SBT e SRRA já foi à dois programas (SBT e rede-tv) para ser entrevistado com um carinho, atenção e apoio dos apresentadores que eu imaginei que eles devessem ser parentes (ou então foram bem pagos pra isso).
Antes da oposição jogar pedra olhem para seus telhados!
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celso assis (74) 29/11/2009 20h14
celso assis (74) 29/11/2009 20h14
QUE CONFUSÃO, TIRA DAQUI PÕE ALI, ETC E TAL. ORA PENSEI QUE ESTAVA TUDO OK, QUE A CRISE TINHA ACABADO, ETC E TAL.
COMO DIRIAM: O TEMPO SERÁ O SENHOR DA RAZÃO
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Olmir Antonio de Oliveira (69) 29/11/2009 15h53
Olmir Antonio de Oliveira (69) 29/11/2009 15h53
A respeito do direitos do consumidor. Muito boa reportagem. È de se lamentar que os direitos do consumidor não estão sendo deixados de lado, vale lembrar o dito pelo minístro, e previsões para inicio para todos os modelos de tv terem os conversores e ou serem esclusivos para o sistema digital. Dado os custos industriais, a capacidade de mobilização do setor, estão adotando um atalho, tem se a impressão de intensionalmente visando um prejuizo para o consumidor "para compra de adaptador ou compra de novo equipamento". De fato é com as as atuais tecnologias e sistemas produtivos, e levando em conta que no exterior, existe enorme ociosidade na capacidade de produção de equipamentos e ou de componentes. Mas o brasileiro tem que aceitar um produto que em pouco tempo não tera qualquer serventia se não fizer uma adptação, a famosa gambiarra. Deveriam dar mais qualidade e garantias aos produtos que vendem e inclusive quando comparados aos preços para o consumidor no exterior, aqui teriam que ter preços significativamente menores. Dado o volume de equipamentos anualmente comprados pelos brasileiros, um mercado de quase duzentos milhões de consumidores, e altamente carente de consumo, a muitos anos esperando por melhorias saláriais, mas até agora só percebeu pequeno percentual, ainda sobrevivente de vales, transporte...farmacia...alimentação, e salário valendo quase nada. É de se espera que diante de tal realidade do brasileiro, e no atual cenário econômico mundial, Venham produzir aqui sem opinião
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