Fundo para garantir crédito a pequenas empresas recebe R$ 600 milhões
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O fundo de aval do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para operações de crédito a pequenas e médias empresas já conta com R$ 600 milhões.
De acordo com o ministro Guido Mantega (Fazenda), ontem, o Tesouro Nacional fez um aporte de R$ 500 milhões nesse fundo. Os outros R$ 100 milhões foram colocados pelo próprio banco estatal.
Esse dinheiro é suficiente para garantir operações de crédito no valor de até R$ 7 bilhões (cerca de 12 vezes o seu valor).
O valor desse fundo, somado a outro que é operado pelo Banco do Brasil, pode chegar a R$ 4 bilhões, caso sejam feitos futuros aportes. Com isso, as operações de crédito garantidas podem chegar a quase R$ 50 bilhões.
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"Foi feito um aporte do Tesouro ontem e agora o fundo garantidor está em condições de operar", disse o ministro, durante entrevista para comentar o lucro do Banco do Brasil no segundo semestre.
Esses fundos fazem parte da estratégia do governo de aumentar o crédito para as empresas de menor porte. O dinheiro possibilita aumentar as operações dos dois bancos estatais, já que oferece uma garantia extra contra inadimplência.
Varejo
O ministro comentou também os resultados do setor varejista no semestre. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as vendas do comércio cresceram 4,4% de janeiro a junho ante igual período no ano anterior.
"Foi um excelente resultado do comércio varejista. Isso mostra que o Brasil tem um mercado consumidor forte, robusto, e que é o mercado consumidor que está mantendo a reativação da economia brasileira."
Segundo Mantega, esse mercado consumidor tem ajudado na recuperação até mesmo de setores exportadores. Ele citou a questão das siderúrgicas, que chegaram a trabalhar com apenas metade da sua capacidade instalada e agora estão com 70% do parque produtivo sendo utilizado.
"Em todos os setores está havendo uma recuperação econômica, mesmo naqueles que sofreram mais com a crise, que dependem da exportação. Mesmo esses setores estão sendo impulsionados pelo mercado interno. No setor siderúrgico, metade da indústria estava parada. Agora eles já estão com 70% da sua capacidade."
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