Dinheiro
14/08/2009 - 12h46

Segmento popular ganha espaço nas vendas da Cyrela

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da Reuters

A Cyrela anunciou nesta sexta-feira projeções para vendas, lançamentos e margens em 2009 e 2010 que sinalizam para a crescente participação do segmento econômico nos negócios da companhia.

De acordo com a Cyrela, a participação da Living --braço da maior incorporadora do país para o segmento imobiliário econômico-- nas vendas totais deverá ficar entre 30% e 35% neste ano e subir para 40% a até 50% em 2010.

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"A Living tem mostrado em agosto de 2009 vendas mais quentes do que no período pré-crise, como julho de 2008", disse o presidente e controlador da Cyrela, Elie Horn, em teleconferência com analistas.

A expansão das vendas da empresa controlada vem na esteira, principalmente, do lançamento do programa "Minha Casa, Minha Vida", que prevê R$ 34 bilhões para a construção de 1 milhão de moradias. Em 2009, dois terços dos lançamentos da Living deverão se enquadrar no programa.

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Para este ano, a empresa prevê lançamentos entre R$ 4,6 bilhões e R$ 5,1 bilhões, com projeção de vendas nesse mesmo intervalo. Para 2010, a expectativa é de lançamentos de R$ 6,9 bilhões a R$ 7,1 bilhões, com crescimento de 50% e vendas entre R$ 6,2 bilhões e R$ 6,9 bilhões, uma alta de 35%.

A parcela da companhia nesses empreendimentos nos dois anos, no conjunto, é de 70% a 75% no caso de lançamentos e de 73% a 77% nas vendas.

Conforme a Cyrela, a melhora do cenário econômico possibilitou a retomada da prática de fornecer orientações sobre resultados. "As vendas melhoraram, principalmente a partir de abril, diante dos patamares atuais de inflação e dos juros, que são os mais baixos dos últimos 50 anos", afirmou Horn.

A construtora informou ainda que projeta para o atual exercício margem bruta global entre 35% e 39%, margem Ebitda global entre 21% e 25% e margem líquida global entre 14% e 16%.

Margens melhores

Segundo o diretor-geral da Living, Antonio Guedes, as margens da empresa, cujo segmento de atuação embute rentabilidade inferior, têm sido melhores do que o esperado. Dessa forma, não devem pressionar o indicador global de rentabilidade da empresa à medida que cresce a participação do segmento econômico nas vendas totais.

Além das estimativas, a Cyrela informou ainda que pretende fechar neste terceiro trimestre captação de R$ 350 milhões, sem fornecer mais detalhes sobre a operação.

Questionado sobre a capacidade financeira da empresa para fazer frente aos lançamentos estimados para este ano e 2010, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da construtora, Luis Largman, afirmou que a empresa, antes da crise, projetava crescimento da mesma magnitude, de forma que sua estrutura é adequada.

"Temos essa captação de R$ 350 milhões que ocorrerá no terceiro trimestre e eventualmente podemos fazer alguma outra operação nessa linha", comentou.

A Cyrela anunciou na madrugada desta sexta-feira que teve lucro líquido de R$ 157,07 milhões no segundo trimestre, acima dos R$ 94,03 milhões registrados um ano antes. O Ebitda da empresa de abril a junho foi de R$ 209,4 milhões, contra R$ 152,86 milhões em igual período do ano passado.

As vendas contratadas da companhia no trimestre ficaram em R$ 839,8 milhões, 63,9% abaixo do verificado no mesmo intervalo de 2008, porém 67,4% superior ao registrado nos três primeiros meses do ano.

 

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