Dinheiro
18/08/2009 - 19h07

Credores da Chrysler processam Daimler por suposta fraude

Publicidade

da Reuters, em Nova York

Credores da Chrysler entraram com processo contra a Daimler por suposta fraude. Eles acusam a empresa de tirar "bilhões de dólares em ativos" da montadora norte-americana antes de sua venda à empresa de private equity Cerberus Capital Management LP.

A suposta fraude teria deixado a os credores não-segurados da Chrysler "impossibilitados de reivindicar estes ativos a fim de satisfazer seus direitos", alegaram em processo aberto na segunda-feira em um tribunal de falências federal de Nova York.

Os credores foram autorizados a abrir o processo na semana passada pelo juiz de falências Arthur Gonzalez. Um porta-voz da Daimler afirmou, à época, que não havia mérito na ação.

Em documentos do tribunal entregues na semana passada, a Daimler disse que "cultivou" a Chrysler durante nove anos antes de vender sua parte controladora à Cerberus a um preço que representou um "grande prejuízo", como parte de um acordo que incluiu o perdão da dívida inter-empresarial de US$ 2 bilhões da Chrysler com a Daimler.

Os credores alegam que a Daimler tinha conhecimento já em 2006 de que sua fusão com a Chrysler havia sido um fracasso, e que, ao perceberem o tamanho das dívidas da Chrysler, a alemã Daimler teria decidido cortar seus vínculos com a montadora norte-americana para evitar a responsabilidade sobre a obrigações de bilhões de dólares da Chrysler.

Os credores acusam a Daimler de ter planejado as "transferências fraudulentas" de ativos da Chrysler e buscam uma indenização, a ser determinada por um júri.

A Daimler comprou a Chrysler em 1998, mas não conseguiu integrar as marcas de massa com seus negócios de luxo na Mercedes.

PUBLICIDADE

A Cerberus então comprou o controle da Chrysler no fim de 2007, quando as vendas já começavam a despencar com a acentuada contração de vendas de automóveis nos Estados Unidos, a partir de 2008.

A Chrysler entrou com pedido de concordata em abril deste ano, e o juiz de falências Arthur Gonzalez abriu caminho para que a Chrysler saísse da proteção judicial em junho já dentro de uma operação que daria o controle operacional da terceira maior montadora norte-americana à italiana Fiat.

A venda, financiada e conduzida pelo governo dos EUA, deu a propriedade sobre a Chrysler a um fundo de pensões ligado ao sindicato United Auto Workers e aos governos dos EUA e do Canadá.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
sem opinião
avalie fechar
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
sem opinião
avalie fechar
É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4321)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca