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Dinheiro
24/08/2009 - 09h33

Alemanha quer discutir com GM venda de divisão na Europa

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da France Presse, em Berlim
da Folha Online

Atualizado às 11h27.

O governo alemão quer organizar nesta semana uma reunião em Berlim com representantes do conselho de administração da montadora americana GM (General Motors) para tratar do futuro ainda incerto da filial Opel, informou nesta segunda-feira o porta-voz do governo, Ulrich Wilhelm.

Ele disse ainda que esta reunião será dirigida pelo grupo de trabalho criado pelo governo alemão para negociar sobre o caso Opel sob a direção de um representante do governo.

Wilhelm recordou que a uma decisão sobre a Opel só poderá ser tomada em comum acordo, já que, se a GM continuar sendo a proprietária, nenhuma venda será possível sem a concessão de ajudas públicas por parte da Alemanha.

A GM, que reuniu na sexta-feira (21) seu conselho de administração por telefone, não se decidiu, como esperava o governo alemão, por nenhum dos dois candidatos à compra da Opel --o grupo canadense Magna International, com o apoio do banco russo Sberbank e apoiado por alemães, e o fundo de investimentos belga RHJ International.

O porta-voz destacou, no entanto, que o governo alemão só apoiará com avais públicos a compra da Opel se a vencedora for a Magna. "Um eventual apoio a RHJ não está em nossos planos", informou Wilhelm, em alusão à carta enviada pelo secretário de Estado de Economia, Jochen Homann, à direção da GM.

Apesar da postura alemã parecer inegociável nesta questão, Wilhelm insistiu em que o Governo de Berlim confia na possibilidade de um acordo e ressaltou que este só poderá ser alcançado "em um clima construtivo e não de confronto".

O presidente do comitê da Opel, Klaus Franz, afirmou hoje em declarações à rádio Deutschlandfunk que a paciência dos trabalhadores se esgotou e que ninguém pode aceitar que GM não tenha tomado ainda uma decisão.

Urgência

Ontem, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse, em entrevista à rede de TV alemã ZDF, lamentar o fracasso da GM em escolher um comprador para a Opel e que uma decisão urgente é necessária para o futuro da montadora.

Merkel disse que pode haver um conflito de interesse entre a GM e os países com participação em suas operações europeias, mas que algum progresso está sendo feito.

"Eu lamento que uma decisão final não foi tomada, mas eu espero que aconteça logo, porque tanto pelos trabalhadores como pela situação econômica da Opel, precisamos urgentemente de uma decisão", afirmou ela. "O conflito de interesse seria que nós [do governo alemão] pensamos que a Magna fez a melhor oferta pela Opel, o que faria da GM uma acionista minoritária na empresa, e pode haver vozes na GM que não veem com bons olhos uma participação minoritária."

Wilhelm, por outro lado, diminuiu hoje a urgência do assunto e assinalou que a situação de Opel é estável e que a liquidez está garantida graças à injeção de 1,5 bilhão de euros dada pelo governo alemão no fim de maio.

O porta-voz afirmou que a próxima reunião formal da direção da General Motors não está prevista até os dia 8 ou 9 de setembro, pelo que não se deve esperar que a decisão seja feita antes.

Ele disse que na Alemanha não há indícios que a GM possa ter outros planos que não sejam a venda de Opel, como insinuam vários meios de comunicação do país. Uma das opções cogitada é que a GM mantenha a Opel e comande ela mesma sua reestruturação.

A Magna está disposta a pagar 350 milhões de euros e títulos conversíveis no valor de 150 milhões de euros, pedindo 4,5 bilhões de euros em avais. Já a RHJ ofereceu entrar com um capital de 275 milhões de euros e pede garantias públicas que variam de 3 bilhões de euros a 3,8 bilhões de euros.

Com informações da agência de notícias Efe

Comentários dos leitores
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
sem opinião
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alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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