Serviços geraram 2,3 milhões de empregos entre 2003 e 2007
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O setor de serviços não financeiros agregou 2,3 milhões de novos trabalhadores entre 2003 e 2007, segundo levantamento incluído na Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em 2007, eram 8,7 milhões de pessoas empregadas em pouco mais de 1 milhão de empresas deste segmento, que recebiam, em média, 2,5 salários mínimos.
A maior parte dos empregados do setor estava nos serviços de limpeza, que tinham 1,475 milhão de pessoas ocupadas em 2007, o equivalente a 16,9% do total. Em 2003, eram 983 mil empregados. Esses trabalhadores recebiam, em média, 1,7 salário mínimo em 2007.
O transporte rodoviário empregava 1,255 milhão de trabalhadores em 2007, o correspondente a 14,4% do total. Em 2003, eram 944 mil empregados neste segmento. Por outro lado, tinha, em 2007, o salário médio mais baixo do setor de serviços, de 1,4 salário mínimo.
Os serviços de alimentação ocuparam 1,204 milhão de empregados em 2007, o correspondente a 13,8% do total. O segmento perdeu a vice-liderança no total de pessoal empregado para os serviços de transporte rodoviário. Em 2003, eram 948 mil pessoas ocupadas em serviços de alimentação.
A maior remuneração média foi observada no segmento de transporte aquaviário, com 9 salários mínimos em 2007, Logo em seguida, vêm os serviços de telecomunicações, com 8,7 salários mínimos.
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Acima do segmento de alimentação, que pagava 1,4 salário mínimo em 2007, os serviços de manutenção e reparo de objetos pessoais (1,4 salário mínimo) e de veículos (1,5 salário mínimo) eram os piores pagadores.
São Paulo ampliou ainda mais sua participação no no setor de serviços do país, mantendo a liderança em relação ao pessoal ocupado. Em 2007, eram 3,174 milhões de empregados, o equivalente a 36,5% do total do país. Em 2003, eram 2,113 milhões de pessoas, o que correspondia a 33,1%.
O Rio de Janeiro, com 1,100 milhão de empregados, tinha, em 2007, a segunda maior participação, com 12,6% do total. O estado fluminense perdeu terrenos em relação a 2003, quando as 889 mil pessoas ocupadas no setor de serviços correspondiam a 13,9% do total.
Minas Gerais, com 855 mil empregados, tinha o equivalente a 9,8% do total de pessoal ocupado em 2007. O dado também revela perda em relação a 2003, quando eram 657 mil trabalhadores, que representavam 10,3% do total.
Em termos salariais, São Paulo também lidera, com pagamento médio de 2 salários mínimos em 2007. O setor de serviços do Distrito Federal e do Rio de Janeiro pagaram, em média, 3 salários mínimos naquele ano, seguidos por Minas Gerais, cuja remuneração média era de 2,1 salários mínimos.



