Chanceler alemã pressiona GM a decidir futuro da Opel
da Efe, em Berlim
da Folha Online
A chanceler alemã, Angela Merkel, voltou a pressionar a montadora americana GM (General Motors) a decidir o futuro de sua divisão europeia, a Opel, e a resolver a questão da venda da empresa a um dos dois grupos interessados, segundo reportagem desta sexta-feira no jornal econômico alemão "Handelsblatt".
Apesar de reconhecer que a pressão não beneficia os interesses alemães, para Merkel a GM precisa reconhecer que qualquer atraso prejudica a Opel e seus empregados, diz a reportagem.
Casa Branca nega envolvimento em processo de venda da Opel
Chanceler alemã diz que decisão da GM sobre Opel é urgente
Ela adverte também que entre os dois candidatos à compra da Opel, o grupo canadense Magna International e a sociedade investidora belga RHJ International, o governo alemão favorece o primeiro.
"O governo alemão deve decidir a qual das duas ofertas está disposta a conceder seu aval. E digo então: podemos fazê-lo no caso da Magna", disse Merkel.
A chanceler considera "irreal" a possibilidade de GM decidir não vender a Opel e diz que "o Governo americano deixou claro até agora que não fornecerá dinheiro do contribuinte para sanear filiais da montadora no exterior".
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No último domingo (23), Merkel disse, em entrevista à rede alemã de TV ZDF, que lamentava o fracasso da GM em escolher um comprador para a Opel e disse que uma decisão urgente é necessária para o futuro da montadora.
No último dia 21, os diretores da GM se recusaram a endossar a venda da Opel para a Magna, bem como a aceitar uma proposta rival da RHJ International, com sede em Bruxelas. Na segunda-feira (24), fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters que a GM estaria considerando um plano para levantar US$ 4 bilhões para manter a Opel em vez de vender a montadora para a Magna.
As negociações acerca da Opel se estendem há meses e vêm ganhando relevância a cada dia com a proximidade das eleições de setembro na Alemanha, devido ao apoio do governo para garantir a manutenção de milhares de empregos que poderiam ser cortados após a venda da fabricante de veículos.
Na Alemanha, a Opel emprega mais de 25 mil pessoas em quatro fábricas, produzindo do compacto Corsa às vans Zafira. No Reino Unidos, há duas unidades que produzem automóveis com a marca Vauxhall. A Opel também possui fábricas na Bélgica, Polônia e Espanha.
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A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
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