Publicidade

Dinheiro
29/08/2009 - 21h07

Programa da casa própria atrasa mais na baixa renda

Publicidade

da Folha Online

Atualizado às 2h29

Após cinco meses, o governo só conseguiu iniciar as obras de 36,6 mil casas --3,7% do total de 1 milhão de imóveis prometidos pelo presidente Lula no programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida), informam Sheila D'Amorim, Ranier Bragon e Verena Fornetti na edição da Folha deste domingo, que já está nas bancas. Íntegra disponível para assinantes da Folha e do UOL.

Programa inflaciona terreno e escasseia mão de obra
Caixa empresta mais com recurso da poupança do que com FGTS
Obras do Minha Casa Minha Vida devem crescer até o 1º semestre

De acordo com empresários do setor, o programa tem dificuldade para chegar à população mais pobre, alvo de 40% do MCMV. Essas casas são voltadas para famílias que ganham até três salários mínimos mensais (R$ 1.395) e serão integralmente subsidiadas pelo Tesouro Nacional.

A reportagem informa que o governo não conseguiu até agora registrar o programa no Orçamento. Por isso, as obras estão sendo financiadas com o dinheiro do FGTS e do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial). O governo diz que esses fundos serão ressarcidos quando sair a nova regulamentação do programa residencial.

A reportagem também ouviu empresários que reclamam do valor estipulado pela Caixa para os terrenos. Também criticam a demora da Caixa na análise dos projetos.

Assine a Folha

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (34) 04/11/2009 14h17
Olmir Antonio de Oliveira (34) 04/11/2009 14h17
Crédito imobiliário, uma boa noticía. Para um deficite no país, centenas de milhares de residencias, um poder aquisitivo do trabalhador ainda pequeno, mas com sinais que apontam para melhoria. È bom sinal, é bom que as instituições divulguem suas pespectivas e ou intenções. Certo é que existe ainda enorme potencial de capacidade do setor de construção civil, ainda ocioso ou pouco aproveitado. Quanto ao trabalho no setor ainda é visto de maneira correta, existe variedade de quialificação, até faltando mais qualificação, treinamento, especialização, coisas que tem muito a ver com a cultura. Coisa habitual atitude os de outras categorias e dizerem,para irem para construção civil os sem qualificação.... meias verdades, ironias..... substimar, presumir... tem feito parte do conceitual do brasileiro..... bom ou rumi faz parte do sistema atual. Certo é que um setor enorme e pouco organizado, com sindicatos quando comparados a outras categorias, ainda pouco representativos..... Creio que com boa especialização os ganho podem ser bastante significativos, no momento especialmente para os patrões " construtores" e para o proprietário final do imóvel. O certo é que em muitos casos falta muita infraextrutura "coisa o atruição pública", para viabilizar empeendimentos..... sem opinião
avalie fechar
Manoel Francisco Pereira (66) 03/11/2009 09h00
Manoel Francisco Pereira (66) 03/11/2009 09h00
ESTE É O ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO A QUE A MINISTRA SE REFERE, MAS SOMENTE PARA O BOLSO DOS PETISTAS OU SEJA NAS CUECAS.. VEJA A SEGUIR...A Fenae Corretora, empresa dirigida por sindicalistas da CEF (Caixa Econômica Federal), é a maior negociadora de seguros de entrega de obras do programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal há sete meses, informa reportagem de Fernando Barros de Mello, publicada nesta terça-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Empreiteiras e corretores ouvidos pela Folha afirmam haver um monopólio informal da Fenae Corretora, que é a única a ter acordo com a Caixa para a venda do seguro-garantia do programa habitacional --um negócio de milhões de reais. A Caixa diz que o mercado é livre para quaisquer seguradoras e corretoras.
A Fenae Corretora é ligada à Fenae (Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal), entidade associada à CUT (Central Única dos Trabalhadores). Pedro Beneduzzi Leite, que preside a corretora e a entidade sindical, é filiado ao PT desde 1990 e já foi doador de campanhas petistas.
sem opinião
avalie fechar
Neimar Oliva (14) 15/09/2009 10h47
Neimar Oliva (14) 15/09/2009 10h47
É brincadeira! Ao invés das pessoas comemorarem a absorção plena da mão-de-obra, incentivando-se assim a formação de novos profissionais, e a valorização dos terrenos, que já acontece em outros países há décadas, gerando riquezas, vemos ressaltarem os novos problemas "bons" como daninhos. 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (17)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca