Dinheiro
01/09/2009 - 07h34

Chanceler alemã quer resolver caso da Opel antes de eleições

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da Efe, em Berlim
da Folha Online

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, quer uma solução para a montadora Opel --divisão europeia da GM (General Motors)-- antes das eleições de 27 de setembro. "Espero que o caso esteja resolvido antes das eleições (...) Estamos trabalhando nisso", disse Merkel nesta terça-feira em entrevista à Rádio Baviera.

O governo alemão defende a venda da Opel a um consórcio liderado pela fabricante Magna e no qual está também o banco russo Sber.

O jornal "Financial Times Deutschland" informou que o conselho administrativo da GM tem quatro opções para decidir o futuro da montadora, que são: a venda da Opel à Magna; a negociação com o investidor financeiro RHJ International; a possibilidade de um saneamento da empresa através da GM com ajuda de um financiamento ponte; e até mesmo a entrada da Opel em moratória.

Na sexta-feira (28), Merkel voltou a pressionar a GM para decidir o futuro da Opel, segundo reportagem no jornal econômico alemão "Handelsblatt". Apesar de reconhecer que a pressão não beneficia os interesses alemães, para Merkel a GM precisa reconhecer que qualquer atraso prejudica a Opel e seus empregados, diz a reportagem.

No último dia 23, ela disse, em entrevista à rede alemã de TV ZDF, que lamentava o fracasso da GM em escolher um comprador para a Opel e disse que uma decisão urgente é necessária para o futuro da montadora.

Os diretores da GM se recusaram a endossar a venda da Opel para a Magna, bem como a aceitar uma proposta rival da RHJ International, no último dia 21. Dias depois, fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters que a GM estaria considerando um plano para levantar US$ 4 bilhões para manter a Opel em vez de vender a montadora para a Magna.

As negociações acerca da Opel se estendem há meses e vêm ganhando relevância devido à proximidade das eleições deste mês na Alemanha. Na Alemanha, a Opel emprega mais de 25 mil pessoas em quatro fábricas, produzindo do compacto Corsa às vans Zafira. No Reino Unidos, há duas unidades que produzem automóveis com a marca Vauxhall. A Opel também possui fábricas na Bélgica, Polônia e Espanha.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Quem vende commodities não deve construir prédios com mais de 20 andares. Patético sem opinião
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Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
O governo Obama passou ao poder dos bancos mais de dois trilhões de dólares, arrecadados com venda dos títulos da dívida pública americana, que já descambou de 14 trilhões de dólares. Só a China é credora de mais de um trihão de dólares. O Brasil deve ser credor de mais de 200 bilhões de dólares. O maior devedor do mundo são os Estados Unidos.
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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