Publicidade

Dinheiro
03/09/2009 - 10h11

Governo não teme "guerra federativa" pelo pré-sal, diz Lobão

Publicidade

da Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira que considera legítimas as reivindicações dos governadores dos Estados não-produtores sobre a divisão dos royalties do petróleo da camada pré-sal.

Segundo ele, o governo federal tentou regular a questão, mas resolveu não mexer na legislação sobre a divisão dos royalties por causa da reação dos governadores dos Estados produtores.

"Não posso reprimir nenhum governador que defenda a posição de seu estado. Não precisa chegar a um confronto mais intenso, mas a defesa de seus pontos de vista é natural, deve ocorrer mesmo", afirmou, ao participar do programa Bom Dia, Ministro, no estúdio da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Segundo ele, o Fundo Social que será formado com os recursos do pré-sal será destinado a todos os Estados, mas a divisão poderá ser feita entre os mais necessitados. "Imagino que possa ser uma regra parecida com o Fundo de Participação dos Municípios", ressaltou.

Lobão garantiu que os Estados produtores de petróleo não perderão nada do que recebem hoje, segundo a proposta do governo. Além disso, serão acrescidos os royalties e as participações especiais dos 30% que já foram licitados. "Esses Estados não teriam razões para quaisquer queixas daqui por diante", disse.

Urgência

PUBLICIDADE

O governo deverá decidir hoje se retira o pedido de urgência para a votação dos projetos de lei sobre as novas regras de exploração do petróleo na camada pré-sal. De acordo com Lobão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir com o Conselho Político para definir a questão.

O ministro afirmou que os líderes partidários haviam concordado com o regime de urgência no início da semana. "Agora, com algumas críticas da imprensa, alguns líderes mudaram de opinião, por isso o presidente convocou o conselho para que ele delibere novamente, e o governo acatará a decisão", disse.

Lobão considera fundamental a urgência na votação da matéria, por causa da proximidade da campanha eleitoral, no próximo ano.

Além disso, ele explicou que as empresas que já obtiveram autorização para explorar algumas áreas do pré-sal podem retirar o petróleo que pertence à União, pois muitos dos poços já leiloados têm ligação com outros que ainda não foram licitados.

"É preciso votar com rapidez para que se estabeleça uma individualização da produção e cada um pegue o petróleo que lhe pertence", afirmou.

Combustíveis

O ministro também reafirmou que o governo não pensa em reduzir o preço dos combustíveis por causa da descoberta do pré-sal. Segundo ele, um dos caminhos para que os combustíveis custem mais barato no Brasil é a reforma tributária.

"Não pagamos um preço elevado, o que há é que o petróleo sai da refinaria por um preço e passa por uma cadeia de transporte, de armazenamento, e sobre tudo isso vêm os impostos, que, se não estivessem na gasolina, estariam na conta de luz, de água", afirmou.

Comentários dos leitores
Mario Zavarese (4) 10/12/2009 02h18
Mario Zavarese (4) 10/12/2009 02h18
O que os demais estados do sul e sudeste ainda não perceberam é que este caso do Pré-Sal, abriu um precedente perigoso para as relações federativas.
A bancada do nordeste, unida, promeveu uma distribuição de renda compulsória a dois estados da federação.
Mesmo um estado com o tamanho da bancada como a de São Paulo,não resistiria a bancada nordestina.
O Rio e ES ficaram isolados e acuados.
Isso intensificará a desuniao das bancadas do sul e sudeste.
Novas crises federativas ainda poderão surgir, novas iniciativas da bancada do nordeste poderão por em cheque o equilibrio federativo, em outras questões.
sem opinião
avalie fechar
Miro Silveira (17) 08/12/2009 22h19
Miro Silveira (17) 08/12/2009 22h19
Em 2010, a Petrobras fará anuncios magnificos sobre novas descobertas, não sei porque tenho essa inspiração, será que tenho o dom da premonição? 1 opinião
avalie fechar
Carlos Menezes (55) 08/12/2009 12h45
Carlos Menezes (55) 08/12/2009 12h45
Esta declaração em Manchete, significa: Vamos estatizar o país, vamos fazer fila para distribuir feijão, leite, outros alimentos e assim por diante. Senhores o lulla ainda não teve tempos para junto do ptralha mor josé desceu, fechar todo o roteiro para a chavização do Brail mais vil que varonil! Senhores prestem atenção: Estamos muito próximos de nos tornarmos semalhantes á venezuela, há tempos, um país em desenvolvimento e rico pelo seu petróleo. Hoje, na era chaves estão todos a caminho da escravização e das porções racionadas e tudo patrocinado pelo estado. A industria em decadência, o comércio em decadência a educação em decadência. É isto que desejam ao Brasil. Se sim, continuem a escrever as maravilhas do governo lulla e contunuem a não enxegar um milimetro a frete do seu nariz. Veja a manchete referente a dillma. Esta é a pretensão da dilma é a sua tembém? Se não, não perca seu tempo respondendo a ptralhas que escrevem neste forum e nada dizem, apenas defendem o indefensável. Escrevam aqui sua indignação, sua posição contraria a um futuro que se desenha e não aceita. Proteste, explique aos outrosw o porque de sua indignação mas, não jogue fora seu precioso espaço e oportunidade para ajudar a outros a compreender a situação de armadilha em que vivemos, mostre a armadilha lulla/dillma e josé desceu, ptralhas, oposição e situação, todos farinha do mesmo saco. Necessitamos de novidade, gente nova e honesta, vote 99 em 2010. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1175)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca