Venda da Opel ajuda a integrar Rússia à economia europeia, diz Putin
da France Presse, em Moscou
da Folha Online
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que a venda da Opel, a divisão da montadora americana GM (General Motors) na Europa, para a canadense Magna e o banco russo Sberbank, é o primeiro passo para a integração da Rússia na economia europeia.
"Esperamos que seja o primeiro passo que nos conduzirá a uma integração real na economia europeia", disse Putin. Ao optar pela Magna e o Sberbank, a GM "fez uma boa escolha de mercado, com um certo nível de responsabilidade social", afirmou.
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Segundo o projeto anunciado na quinta-feira, a GM cederá 55% de suas filiais europeias Opel e Vauxhaull a Magna/Sberbank, que devem dividir a participação igualmente, e proporá 10% da nova companhia, batizada de "Nova Opel", irão para os 49 mil trabalhadores da companhia. O grupo americano pretende manter os 35% restantes.
A GM destacou que ainda será necessário resolver nas próximas semanas alguns pontos importantes, como um acordo definitivo sobre as ajudas financeiras recebidas pela Opel do governo alemão.
A chanceler alemã, Angela Merkel, ressaltou ontem que, agora, a Alemanha entrará em contato com os outros países europeus com unidades da General Motors para falar sobre a divisão de encargos e o futuro das fábricas.
O porta-voz da Comissão Europeia (o Executivo da União Europeia), Johannes Laitenberger, disse hoje que o órgão acompanhará a venda da Opel para que "se respeitem as normas europeias". Ele ressaltou que as ajudas estatais "não devem ser condicionadas" a interesses não comerciais "ou à localização geográfica da reestruturação".
O vice-primeiro-ministro e titular de Finanças da Bélgica, Didier Reynders, disse ser favorável a que a comissão investigue um possível protecionismo alemão na venda da Opel à Magna. Os comentários ocorreram depois do anúncio do vice-presidente da GM, John Smith, de que se fecharia progressivamente a fábrica da Antuérpia.
O porta-voz da Comissão Europeia evitou comentar o anúncio sobre a Antuérpia ou os planos da Magna, e insistiu em que ainda não há decisões firmes.
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A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
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