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Dinheiro
15/09/2009 - 13h38

Emprego atinge estabilidade e subirá nos próximos meses, diz Fiesp

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GIULIANA VALLONE
da Folha Online

O emprego na indústria paulista finalmente atingiu a estabilidade esperada e deve começar a subir nos próximos meses, afirmou o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp, Paulo Francini, nesta terça-feira.

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A entidade divulgou hoje que o nível de emprego no setor cresceu 0,07% em agosto ante julho, variação que, segundo Francini, pode ser considerada como zero. "Nós vínhamos de reduções contínuas na queda do emprego, e agora chegamos à estabilidade", afirmou.

Para ele, os números de agosto trazem vários motivos para comemoração. Além da estabilidade no indicador, Francini também chama a atenção para o desempenho dos 22 setores da indústria no mês passado. Destes, 13 registraram resultados positivos no período --o maior número desde setembro do ano passado, mês que marcou o agravamento da crise mundial.

"De certa forma, esses setores mostram que a tendência de recuperação está se espalhando. O setor de veículos, por exemplo, fortemente atingido pela crise, não apresentava variação positiva desde setembro do ano passado. E teve alta de 0,3% no emprego no mês passado", disse.

O diretor da Fiesp afirmou que a alta no emprego prevista para os próximos meses deve ser ampla entre os setores, mas que os indicadores positivos não deverão ser suficientes para zerar a queda de 2,51% no emprego acumulada até agosto.

"Eu costumo dizer que, em uma crise, você cai pela janela e depois sobe de escada. Nós estamos subindo legal a escada, em boa forma, mas ainda demora para chegar ao patamar de antes", disse ele.

O destaque negativo no emprego ficou com as indústrias responsáveis pela produção de açúcar e álcool --localizadas nos setores de produtos alimentícios e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, as maiores quedas no mês.

O número de pessoas empregadas na produção de açúcar e álcool caiu 0,14% em agosto, o que representa uma redução de 2.896 postos de trabalho. Segundo Francini, a queda é influenciada pela forte mecanização do setor, processo que vem ocorrendo em função da limitação das queimadas no Estado. "Cada máquina nesta indústria substitui cem trabalhadores", afirmou.

Ele destacou, porém, que os demais setores registraram, ao todo, evolução de 0,21% no emprego no mês, interrompendo uma sequência negativa de dez meses.

Regiões

A alta de 0,07% no emprego industrial no Estado de São Paulo em agosto foi composta por uma retração de 0,04% no indicador no interior paulista e uma elevação de 0,3% na Grande São Paulo. A alta na região metropolitana, de acordo com Francini, é explicada pela ausência de indústrias de álcool e açúcar na Grande SP.

Entre as diretorias regionais pesquisadas, 19 apresentaram resultado positivo --com destaque para Diadema, Santa Bárbara D'Oeste e Bauru--, 12 tiveram desempenho negativo (as maiores quedas estão em Sertãozinho, Araçatuba e Jaú), e cinco ficaram estáveis.

Sensor

O diretor citou ainda o Sensor da Fiesp --indicador de perspectivas futuras da indústria paulista-- como mais um motivo para comemoração. Segundo ele, foi a primeira vez desde junho de 2008 que todos os segmentos do indicador ficaram acima de 50 pontos, nível que marca a passagem do pessimismo para o otimismo.

O Sensor geral ficou em 56,5 pontos em agosto, com 64,9 para mercado, 57,9 pontos para vendas, 54,5 para investimentos, 52,7 para estoques e 52,2 pontos para emprego.

Francini ressaltou que o indicador de estoques ficou acima dos 50 pontos pela primeira vez desde junho de 2008. "Pelo Sensor, o que temos é que, após um longo tempo, os estoques se ajustaram", disse.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (79) 05/12/2009 10h10
Olmir Antonio de Oliveira (79) 05/12/2009 10h10
A respeito de agências de classificação de riscos, a coisa esta como sempre foi, quando for para melhor é sempre, invariavelmente assim demorado, mas se for para pior é sempre no mesmo dia ou quanto muito no dia seguinte, moral estamos sempre refém, escravos, subordinados aos "grandes" aos donos so "sistema", eternos colonizados. O País tem potenciais claros, campos amplos para se desenvolver, inovar, criar conceitos, dar oportunidades ao trabalhador e aos empeendedores. Exemplifico, temos uma industria alcool quimica engatinhando (o mesmo poderia se fazer com a produção de oleos de palmeiras, da soja, do milho, de outros agricolas.....), para industrias quimicas de primeira geração ou segunda geração, o leque de produtos possiveis é amplos, plásticos, tecidos, quimicos diversos..... sem opinião
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sergio barbosa (227) 04/12/2009 22h36
sergio barbosa (227) 04/12/2009 22h36
Mentira mentira
Tá GRAFADO nos registros do MINISTÉRIO DA SAÚDE:
""" O Minstro da Saúde, JAMAIL HADAD, no exercício de suas atribuíções FAZ PUBLICAR A REGUÇLAMENTAÇÃO, concernentes a FABRICAÇÃO, DISTRITUILÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DOS medicamentos ALTERNATIVOS, sem nome fantasia, denominados GENÉRICOS.....""
LEMBRANDO:
Esse ""cara"" o PAI DOS GENÉRICOS, médico, formado pela UNIVERSIDADE DO BRASIL, ATUAL UFRJ, do PARTIDO PSB
NO governo ITAMAR, FOI QUEM FEZ A COISA
Hoje tem plagiador DESCARADO MENTINDO NA TV,
em programa enganação......
É, conseguem ludibriar a 10%.........
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JOSE MOTTA (65) 03/12/2009 17h31
JOSE MOTTA (65) 03/12/2009 17h31
O INSTITUTO RIO BRANCO ABRIU 108 VAGAS. PROVA DIFICILIMA. HÁ NECESSIDADE DE UM PREPARO FENOMENAL PARA CONSUGUIR UMA VAGA, E APÓS COMEÇAR O ESTUDO PARA DIPLOMATA. ENTRA QUEM É BOM. AQUI VAI UMA SUGESTÃO PARA O GEVERNO LULA E DO RIO. QUE TAL RESERVAR PARTES DESSAS VAGAS PARA POLITICOS DO PMDB E PT. QUE TAL RESERVAR DE VAGAS PARA AQUELA OU ESSA CLASSE? sem opinião
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