Cresce parcela de mais velhos no mercado de trabalho, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Acompanhando o movimento da população, o mercado de trabalho está ficando cada vez mais envelhecido, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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O estudo mostra que os trabalhadores com mais de 50 anos representaram, em 2008, 20,3% do total da população ocupada, o que significava um contingente de 18,7 milhões de pessoas. Em 2007, essa parcela de trabalhadores correspondia a 19,5% da totalidade, ou 17,4 milhões de pessoas.
Por outro lado, os trabalhadores de 20 a 49 anos inseridos no mercado de trabalho em 2008 somaram 65,7 milhões de pessoas, o equivalente a 71,1% do total. No ano anterior, essa proporção foi de 71,3%, ou 64 milhões de trabalhadores.
Entre as causas apontadas pelo IBGE, está o processo natural de amadurecimento do mercado, à medida em que a população brasileira envelhece, tendência para os próximos anos. Soma-se a isso o fato de o brasileiro ter que contribuir por um período mais longo para a Previdência, levando mais tempo para se aposentar, e o fato de a expectativa de vida no Brasil estar subindo cada vez mais.
"O contingente de trabalhadores com mais de 50 anos sobe mais do que em qualquer outra faixa etária", afirma Cimar Azeredo, coordenador de emprego e salário do IBGE.
Nos grupos etários mais jovens, também observa-se uma redução na participação de trabalhadores no mercado de trabalho. Em 2008, eram 7,8 milhões com idade entre 10 a 19 anos inseridos no mercado, representando 9,5% do total.
Instrução
O IBGE mediu também o grau de instrução da população ocupada, e verificou que os empregados têm cada vez mais anos de estudo. O contingente com 11 anos ou mais de instrução correspondia 41,2% do total, ou 38,1 milhões de pessoas. Em 2007, a proporção da população ocupada com esse nível de estudo era de 39%.
Os trabalhadores com 8 a 10 anos de estudo significaram 17,3%, ante proporção de 17,2% em 2007. Na outra ponta da estatística, os empregados com menos de um ano, ou sem qualquer instrução representavam 8,4% do total, no ano passado. Em 2007, significavam 8,5%.
Outros 9,3% da população ocupada tinham de 1 a 3 anos de estudo em 2008, ante 10,4% em 2007. Já os trabalhadores com 4 a 7 anos de estudo correspondiam a 23,6% do total no ano passado. Em 2007, significavam 24,7%.
A Pnad 2008 investigou 391.868 pessoas em 150.591 domicílios por todo o país a respeito de sete temas (dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento), tendo setembro como mês de referência.
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