Dinheiro
18/09/2009 - 10h00

Mercado de trabalho teve desemprego menor e carteira assinada recorde em 2008

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O desemprego em todo o país registrou o menor nível da história recente --desde 2001-- no ano passado, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2008, eram 7,1 milhões de desocupados, o que representavam 7,2% da população economicamente ativa.

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Em 2007, a taxa de desemprego foi de 8,2%, o equivalente a 8 milhões de desocupados. A pesquisa foi fechada em setembro do ano passado, e não captou os efeitos da crise econômica global.

O Sudeste foi a região com maior índice de desemprego, com 7,8% do total da população economicamente ativa. Com taxa de 7,5%, ficaram o Centro-Oeste e o Nordeste. No Norte, o desemprego foi de 6,5%, e no Sul, ficou em apenas 4,9%.

O desemprego atingiu as mulheres com mais intensidade. A taxa de desocupação entre essa parcela da população foi de 9,6% em 2008, ante 10,8% no ano anterior. Entre os homens, 5,2% estavam desempregados em 2008, contra 6,1% em 2007.

O nível de ocupação chegou a 57,5% do total do mercado de trabalho no ano passado, ou 92,3 milhões de pessoas. A alta em relação a 2007 é de 2,8%. Naquele ano, o nível de ocupação havia sido de 57%, o equivalente a 89,9 milhões de trabalhadores.

Do total de empregados no ano passado, 57,6% eram homens e 42,4%, mulheres.

Dentro do universo de ocupados, 52,1%, ou 48,1 milhões contribuíam para a Previdência. Em relação a 2007, houve alta de 5,9%.O número de contribuintes vêm crescendo de forma consecutiva desde 2002. Desde o ano passado, esse contingente se tornou maioria entre os trabalhadores.

No Sudeste, 62,9% dos trabalhadores foram contribuintes. Situação inversa ao que foi observado no Nordeste, onde 33,9% dos empregados contribuíram para a Previdência.

Foi decisivo para o aumento dos contribuintes o nível recorde do emprego com carteira assinada no ano passado. Levando-se em conta o setor privado e trabalhadores domésticos, 36,4% dos trabalhadores tinham trabalho formal em 2008. Um ano antes, 35,1% da população ocupada estava nessa condição.

A Pnad 2008 investigou 391.868 pessoas em 150.591 domicílios por todo o país a respeito de sete temas (dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento), tendo setembro como mês de referência.

 

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