Salão Imobiliário de SP terá 100 mil imóveis a partir de R$ 52 mil
TATIANA RESENDE
da Folha Online
A quarta edição do Salão Imobiliário de São Paulo começa nesta quinta-feira e vai até domingo no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Cerca de 100 mil imóveis estarão à venda, com valor a partir de R$ 52 mil. Desse total, aproximadamente 73% das unidades estão no Estado.
Quase metade dos imóveis à venda em todo o país se enquadra nas regras do Minha Casa, Minha Vida, segundo Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que organiza o evento junto com o Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo. O programa federal engloba unidades novas com valor de até R$ 130 mil e é destinado a famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650).
Os organizadores esperam 50 mil visitantes no evento, e 22 mil pessoas já se cadastraram no site para participar, o dobro do ano passado. Pesquisa realizada com esse público aponta que cerca de 68% deles querem ir ao salão para comprar um imóvel residencial para uso próprio. As unidades novas, de dois ou três dormitórios, são as mais citadas, por 25% e 14% dos cadastrados, respectivamente.
Aproximadamente 32% dos pré-credenciados estão em busca de imóveis com valor de até R$ 100 mil, e 37% estão interessados em unidades que custam entre R$ 100 mil e R$ 160 mil. A faixa entre R$ 160 mil e R$ 220 mil foi citada por 16% deles.
Nesta quinta (24/09) e sexta-feira (25), o evento acontece das 12h às 21h. No sábado (26) e no domingo (27), das 10 às 21h. O Pavilhão de Exposições do Anhembi fica na avenida Olavo Fountora, 1.209, em Santana, na capital paulista.
O Bradesco, que terá estande no Salão Imobiliário, anunciou hoje que reduziu as taxas de juros do financiamento com recursos da poupança, que passam de 10,90% para 10,50% ao ano para imóveis avaliados entre R$ 120 mil e R$ 500 mil. Para as unidades a partir de R$ 500 mil, os juros caem de 11,90% para 11,50%.
Nossa Caixa, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e HSBC também estarão no evento. Este último terá redução de um ponto percentual nos juros, mas apenas durante o salão.
Estoque em São Paulo
Com a diminuição nas vendas de imóveis novos e no número de lançamentos, devido ao agravamento da crise econômica, julho registrou o menor estoque (12.473) na capital paulista de toda a série histórica da pesquisa do Secovi, considerando a nova metodologia iniciada em 2004.
Apesar disso, o presidente da entidade, João Crestana, afirma que o valor dos imóveis em oferta no mercado não serão influenciados. "O aumento é limitado pelos salários e estamos nos voltando agora para uma camada nova da população", disse, referindo-se ao Minha Casa, Minha Vida. "Historicamente, os preços têm acompanhado a inflação, com aumento médio de dois, três, quatro pontos percentuais acima disso", completou, lembrando que pode haver diferenças pontuais em alguns bairros.
Leia mais notícias sobre imóveis
- Preços de casas nos EUA sobem 0,3% em julho
- CDHU anuncia construção de 13 mil casas
- Construção de imóveis residenciais nos EUA cresce 1,5% em agosto
Leia mais notícias de economia
- Governo descarta nova capitalização para BNDES neste ano
- Governo de SP oferece 7.811 vagas de estágio; inscrições vão até 2ª
- União Europeia quer que G20 defina regras para bônus a executivos
Especial

