Dinheiro
24/09/2009 - 12h58

Greve dos bancários tem adesão de 16 mil em SP, diz sindicato

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da Folha Online

O Sindicato dos Bancários informou que a greve iniciada nesta quinta-feira teve adesão de 264 locais de trabalho, entre agências e prédios administrativos, em São Paulo, Osasco e Região. A entidade estimou que há participação de 16 mil trabalhadores.

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A categoria soma cerca de 465 mil bancários no país, sendo 134 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Segundo a Contraf-CUT, a paralisação foi aprovada por todos os Estados, mas não fez estimativa de adesões. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) criticou a greve e disse que nunca deixou a mesa de negociação.

No Bradesco Alphaville, onde funciona a área de sistemas do banco, a paralisação se estendeu até as 10h, envolvendo mais de 1.500 bancários, segundo o sindicato.

Hoje, às 17h, os trabalhadores agendaram nova assembleia para avaliar a greve e os próximos passos.

A decisão de greve foi tomada na noite desta quarta-feira. A categoria reivindica reajuste de 10% nos salários, PLR de três salários, mais valor fixo de R$ 3.850. Os trabalhadores também querem a inclusão na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) de cláusula de proteção ao emprego em casos de fusão. Os bancários também exigem o fim o assédio moral e de metas abusivas.

Os bancos ofereceram até agora reajuste de 4,5%. Não há novas rodadas de negociação marcadas.

"Os banqueiros levaram os trabalhadores à greve ao apresentar proposta rebaixada. A Fenaban se negou a propor aumento real de salários, PLR justa e proteção ao emprego. Os trabalhadores estão em greve para que os banqueiros apresentem uma proposta que contemple as reivindicações da categoria", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

 

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