GM anunciará venda da marca Saturn nesta quarta, diz jornal
da Efe
da Folha Online
A fabricante americana de veículos GM (General Motors) vai anunciar nesta quarta-feira (30) a venda da marca Saturn à operadora de concessionárias Penske Automotive Group --segundo maior distribuidor de veículos dos Estados Unidos--, segundo reportagem do "The Wall Street Journal" em sua página da internet.
No início de junho, a GM havia anunciado o acordo preliminar de venda da marca à Penske, que vai ficar com as operações de serviço, autopeças e distribuição da Saturn, mas não suas unidades de produção.
No último dia 18, o jornal "The Detroit News" informou que as 340 concessionárias da Saturn tinham recebido acordos de vendas e serviço da Penske, o que indicava um acordo imediato de venda.
A Penske opera 310 franquias nos Estados Unidos e no resto do mundo, e vende 40 marcas de automóveis.
No dia 1º de junho deste ano, a GM pediu proteção judicial oferecida pelo capítulo 11 da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata, ou à recuperação judicial no Brasil. No dia 10 de julho, a empresa anunciou a saída da proteção judicial.
O plano de reestruturação da GM envolve a eliminação das marcas Hummer, Saab, Pontiac e Saturn.
No mês passado, a montadora confirmou ter chegado a um acordo para vender a subsidiária Saab, da Suécia, para a fabricante Koenigsegg Automotive, empresa sueca especializada em carros de alta performance.
Sobre a Pontiac, a GM decidiu deixar de produzir os modelos, em vez de vender a marca. Para a Hummer, a GM continua buscando um comprador, depois que o acordo provisório alcançado com uma empresa chinesa não se concretizou.
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Especial


O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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