Greves em montadoras reduzem produção em 20 mil veículos
TATIANA RESENDE
da Folha Online
Com as paralisações dos trabalhadores por melhores condições salariais, as montadoras deixaram de produzir cerca de 20 mil veículos em setembro, segundo estimativa do presidente da Anfavea, Jackson Schneider.
"Horas extras podem ter recuperado parte disso, mas não tudo", afirmou. A indústria automotiva registrou queda de 6,7% na produção em setembro ante agosto, e de 8,4% no comparativo com o mesmo mês do ano passado.
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As greves e a venda recorde em setembro também afetaram o número de unidades em estoque. Havia 171.601 veículos no mês passado, o que equivale a 17 dias de vendas considerando o ritmo atual do mercado, dos quais três na indústria e 14 nas concessionárias.
A última vez em que o estoque em dias ficou em um patamar tão baixo foi em dezembro de 2007. "Esse número não preocupa. Tivemos um mês muito forte em vendas, que absorveu os estoques", disse Schneider.
Questionado sobre um possível aumento provocado pela volta gradual do IPI, os reajustes salariais dos trabalhadores e uma elevação no preço do aço, Schneider disse que "deve haver algum ajuste". "A lógica diz que deve haver repasse de preço porque há uma pressão nos custos, mas o ajuste é uma decisão individual de cada montadora."
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"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
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Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
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