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Dinheiro
16/10/2009 - 15h30

Indústria vende 14 mil veículos por dia e projeta novo recorde em 2010

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TATIANA RESENDE
da Folha Online

Atualizado às 16h37.

A indústria automotiva registrou o emplacamento de mais de 14 mil veículos por dia útil na primeira quinzena deste mês, mantendo o ritmo de setembro deste ano (14.701), mês que registrou o maior número de licenciamentos da história.

Os dados foram informados pelo presidente da Anfavea (associação das montadoras), Jackson Schneider, em seminário da Amcham (Câmara Americana de Comércio) e se referem a automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Venda de veículos importados cresce 21% em setembro
Venda de carros novos na Europa cresce 6,3% em setembro
Venda de veículos bate recorde no último mês de IPI reduzido

O executivo afirmou que, em 2010, a indústria deverá registrar um novo recorde na venda de veículos, superando 2009 "em um dígito". Se a projeção se confirmar, será o quarto ano seguido de recorde nos licenciamentos. A projeção da Anfavea é de alta de 6,4% nos emplacamentos neste ano ante 2008, chegando a 3 milhões de unidades.

Em dezembro, as vendas de veículos caíram abaixo de 7.000 unidades por dia útil devido ao agravamento da crise no Brasil, que motivou a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) pelo governo federal. O tributo retoma gradativamente a alíquota a partir deste mês e deve voltar ao patamar original em janeiro de 2010.

Schneider destacou que o desempenho do mercado em outubro, que equivale aos resultados obtidos antes da crise, deve-se também a vendas de veículos feitas em setembro, mas que foram licenciados apenas neste mês, e ao escoamento de unidades em estoque que se beneficiaram da menor alíquota de IPI.

Exportações

Em relação às exportações, Schneider foi menos otimista. O executivo acredita que a indústria brasileira pode não conseguir retomar o patamar de vendas externas alcançado antes da crise mundial, mas deve começar a recuperar parte desse mercado no final do primeiro semestre de 2010.

Sobre a perda de competitividade com a queda do dólar, que torna os produtos brasileiros mais caros no exterior, o executivo afirmou que "toda hora a indústria está repensando o processo produtivo". "Mas não há ajuste de produtividade que possa compensar o câmbio", ressaltou, lembrando do impacto nos custos do aumento dos salários dos trabalhadores e da alta no preço do aço, já aguardada pelas montadoras.

A projeção da Anfavea é de queda de 40% no número de veículos exportados neste ano no comparativo com 2008, passando de 735 mil unidades para 440 mil. Em valores, a previsão é de redução de 43%. Com isso, a produção deve ter uma diminuição de 5,2% no período.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (96) 25/12/2009 19h01
Olmir Antonio de Oliveira (96) 25/12/2009 19h01
A respeito do mercado brasileiro de automóveis, e das importações. Uso ocorrência do inicio do mês para exemplificar, visto em rede nacional de tv, jornais, morte de quatro pessoas e um quinto com ferimentos a nivel de uti, certo tipo de camioneta conduzida, segundo os informes por motorista infrator, prenssou certo modelo de carro popular com um poste, sequer quebrou o poste, mas fez tantas fatalidades. Independente de qual seja a marca dado os inumeros acontecimentos, se verifiva de modo geral uma grande falta de cuidado e de estima a vida humana, no caso mencionado e outros diversos até mesmo o assoalho não possuem reforços. È de se crer que com o uso de algo parecido com uma dezena de quilos de material estruturante e ou de reforço certamente teriam salvado vidas. Já se tornou coisa de se ter ajuda do tipo "procon" para salvaguardar direitos do consumidor, e ou vida destes. Certo é que mesmo alguns do dito "populares importados" padecem dos mesmos problemas.......Mas o consumidor brasileiro paga um dos maiores preços do mundo para ter um carro, tem baixo salário......alta tributação...... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (96) 25/12/2009 17h30
Olmir Antonio de Oliveira (96) 25/12/2009 17h30
A respeito do mercado brasileiro de automóveis, e aumento do volume de modelos importados. È de se crer que a industria nacional esta precisando oferecer um diferencial, principalmente para atrair o consumidor, por hora para itens de padrão médio, mas de bom tom seria se preparar para os "populares", oferecendo por exemplo itens de segurança, reforço extrutural para o compartimento das pessoas, são coisas que custão pouco a nivel industrial e agregam valor ao produto e certamente o interesse do consumidor, se me alongar em comentários, exemplifico usando chapas de aço "galvanizado similar as da carroceria" poderia efetuando dobras reforçar extruturas de porta, tetos, laterais, e ou usando materiais alternativos para "enchimento" de "colunas" materías a exemplo da espima de puroretano e ou outro material que possa dar resistencia e não propague fogo. Certo é que seria que com pouco peso, maior resistencia e a custo baixo poderia exercer forte apelo ao consumidor, até mesmo pela troca de modelos atuais, e que poderia se salvalguardar a segurança fisica dos ocupantes ao número bem mais aceitavel, número menor de fatalidades, algo parecido a veiculos grandes e de alto luxo. sem opinião
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Marcio Marques Alves (44) 26/11/2009 22h06
Marcio Marques Alves (44) 26/11/2009 22h06
Mesmo com aquecimento global, Conferência do clima em Copenhague e tudo, o setor petrolífero e automotivo voltam à todo vapor com pesados investimentos. Como se não bastasse o egocentrismo da emergente classe média em não abrir mão de um "direito" à propriedade de um veículo, não se importando com as consequências no trânsito. Mesmo com pesados investimentos em transporte público, o argumento é que ele ainda continua precário.
"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
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