Corte de salários de executivos é "um importante passo à frente", diz Obama
da France Presse, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que os cortes de prêmios salariais concedidos a altos executivos de empresas resgatadas pelo Estado, com dinheiro dos contribuintes, é um "importante passo à frente".
Obama elogiou a medida, um dia antes de Kenneth Feinberg, nomeado por ele para monitorar os salários destas empresas, anunciar seu plano para cortar salários de executivos.
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"Acho que ele [Feinberg] concluiu uma etapa importante, reduzindo a influência das remunerações dos executivos de Wall Street, permitindo ao mesmo tempo que estas empresas tenham êxito e prosperem", destacou o presidente.
'Não desmerecemos a riqueza, não agimos de má vontade para com pessoas bem sucedidas. Acreditamos na riqueza. Mas sentimos como uma ofensa a nossos valores quando executivos de grandes firmas financeiras, empresas que estão lutando para sobreviver, pagam a seus funcionários bônus enormes mesmo quando continuam dependendo da ajuda do contribuinte para se manter", acrescentou.
O Fed explicou que considera desejável, neste sentido, a adoção de uma diretriz em favor de uma política de bônus saudável.
Esta diretriz pode entrar em vigor dentro de algumas semanas, ou até meses. Mesmo assim, o Fed já indicou em comunicado que espera dos bancos a revisão imediata de seu dispositivo de prêmios e bônus para desestimular os investidores a assumirem riscos excessivos, e motivá-los a adotar medidas corretivas onde for necessário.
O Fed ressaltou que sua proposta está dentro dos princípios definidos pelo CSF (Conselho para a Estabilidade Financeira, na sigla em inglês), organismo de coordenação internacional cujas recomendações os países industrializados e emergentes reunidos no G20 se comprometeram a adotar.
Um alto dirigente do Fed indicou à imprensa em conferência por telefone que o banco central americano imporia obrigações aos bancos e que queria ver seus princípios aplicados na prática.
O Fed informou que espera controlar de perto a maneira como os bancos adotarão estas diretrizes e lembrou que tem o poder de "tomar decisões contra qualquer banco envolvido ou prestes a se envolver em qualquer prática perigosa ou duvidosa."
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