BM&FBovespa pede retirada de taxação de IOF para estrangeiros na Bolsa
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, pediu nesta quinta-feira ao ministro Guido Mantega (Fazenda) que retire a cobrança de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no investimento estrangeiro em renda variável.
A nova cobrança, que também abrange os investimentos estrangeiros em renda fixa, teve início na terça-feira.
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"Nosso pleito principal é que reverta essa taxação para o mercado de renda variável, para que possamos continuar tendo um mercado de capitais forte e que possa acompanhar o crescimento do país", afirmou Edemir após o encontro.
Na reunião, que durou mais de duas horas, o presidente da BM&FBovespa apresentou outras sugestões para mitigar a entrada excessiva de dólares no país --que foi o motivo alegado pela Fazenda para elevar o tributo.
O executivo pediu que o governo permita que o investidor estrangeiro que aplica no mercado de derivativos e opções de ações possa apresentar fora do país as garantias exigidas na operação, o que evitaria a entrada de dólares no Brasil para esse fim. De acordo com ele, hoje há um estoque de US$ 8 bilhões em garantias depositas no Brasil, e parte deste dinheiro poderia ser transferido para o exterior.
Outra sugestão apresentada foi, caso o governo insista em taxar o investimento estrangeiro na Bolsa, é que isente as entradas para IPOs (ofertas iniciais de ações) e ofertas secundárias (venda de ações já lançadas). Segundo Edemir, o ministro foi receptivo às sugestões, mas não deu nenhum prazo para responder à BM&FBovespa.
"Há uma preocupação de transferência do mercado de ações [brasileiro] para o mercado de Nova York. Isso realmente é muito ruim", disse. "Acredito que ele [Mantega] realmente está com um volume de informações suficiente para tomar uma boa decisão".
Depois de recuar 2,88% no primeiro dia da nova taxação, o Ibovespa --principal indicador da Bovespa-- apresentou duas altas seguidas, de 2,17% ontem e de 0,99% hoje.
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LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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