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Dinheiro
23/10/2009 - 03h44

Bolsa deve avanço a Lula, diz Mantega

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da Folha Online

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou nesta quinta-feira os dirigentes da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) a respeito das reclamações à taxação de capital estrangeiro, em entrevista concedida a Valdo Cruz, para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo Mantega, os dirigentes da Bolsa estão "chorando de barriga cheia" e que "nunca na história de um governo a Bolsa de Valores teve uma expansão tão fantástica".

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Mantega disse ainda que não voltará atrás na medida de cobrar 2% de imposto sobre o investimento estrangeiro em ações, e que expansão da Bolsa se deve a ações do governo.

"Tínhamos antes uma Bolsa diminuta, sem expressão econômica. Hoje é uma das maiores do mundo e isso se deve ao governo Lula... Mas o governo não pode olhar só o interesse específico de um setor, tem de olhar o conjunto do país, principalmente do emprego, da produção e não da especulação" -- disse Mantega.

Leia a entrevista completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

Taxação do capital

Ao estabelecer o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), Mantega afirmou que o objetivo é afastar o capital de curto prazo --o chamado de especulativo. "Se a aplicação for de curto prazo, essa tributação será forte". Por outro lado se a taxa for de longo prazo, acima de um ano, "essa tributação se dilui no tempo, praticamente desaparece". "Nossa preocupação é que haja excesso de especulação", disse Mantega.

A medida teria sido tomada após levantamentos do governo mostrarem crescimento acentuado na entrada de capital especulativo no país.

De junho a agosto, o ingresso desse tipo de capital somou US$ 322 milhões, enquanto nos três meses anteriores, deram entrada no país US$ 186 milhões em capital de curto prazo. No total, segundo o ministro, do início do ano até agora, entraram líquidos US$ 20 bilhões em aplicações de estrangeiros na Bolsa de Valores. A alta contribui para valorizar o real e dificulta a exportação.

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Comentários dos leitores
Walter Hahn (1) 05/11/2009 10h12
Walter Hahn (1) 05/11/2009 10h12
"...uma moeda é como qualquer outro produto e ..., seu valor deve ser definido pela lei de oferta e demanda.". É exatamente o que o governo está fazendo. Obedecendo esta lei básica da economia, a ação do governo visa atuar sobre a oferta, para reduzi-la e, assim, aumentar o preço do citado "produto" sem opinião
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Ale Alves (1) 05/11/2009 09h07
Ale Alves (1) 05/11/2009 09h07
Infelizmente não concordo com essas opniões, mas as respeito. Acho que tudo isso é apenas uma ilusão de um país em crescimento, lembrando que o país não se resume em um minoria empresarial, e sim em uma grande massa que não se beneficia em nada com as exportações e um dólar a R$ 2,00, um país que taxa imposto em mais da metadade do valor de seus produto, em um país que não respeita um direito constitucional de ir e vir, cobrando pedágios nas estradas, e que nós já pagamos nos impostos da gasolina (40% do seu valor) para sua manutenção, ora! se o governo quer terceirizar então ele que repasse a essas empresas os impostos já recolhidos. Um governo que se orgulha tanto em bater recordes de arrecadação do PIB, mas que só investe 7% desse valor em educação e 14% em saúde. Isso é um governo que merece Parabéns? Acho que não. sem opinião
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jose valias (315) 05/11/2009 09h03
jose valias (315) 05/11/2009 09h03
O Secretário de Politicas Economicas, Nelson Barbosa citou o patamar ideal para o dolar " $2.10 ".
Seria um ponto de equilibrio cambial que não atrapalharia ninguem e não favoreceria ninguem em detrimento de outros. Aí sim, dependeriamos só de nossa competência para a balança comercial e para gerar empregos e renda na industria e agropecuária. CHEGA DE ESPECULAÇÃO NA BOLSA E DOLARES VOLÁTEIS. Nos deixem trabalhar e competir dignamênte. R$2,10 para o dolar é bom para importadores e exportadores e consequentemênte para todo o Brasil. Comprar quinquilharias chinesas com real super valorizado, em detrimento de nossos produtos não é bom.
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