Dinheiro
27/10/2009 - 16h23

Lucro da montadora Daimler cai 73,7% no trimestre para US$ 82,7 mi

Publicidade

da Folha Online

O lucro líquido da montadora alemã Daimler caiu 73,7% no terceiro trimestre deste ano, para 56 milhões de euros (US$ 82,7 milhões), contra 213 milhões de euros (US$ 314,8 milhões) no mesmo período de 2008. A receita da empresa caiu 21,2% no período, para 19,3 bilhões de euros (US$ 28,5 bilhões), contra 24,5 bilhões de euros (US$ 36,2 bilhões) um ano antes.

O resultado era esperado pelos analistas, depois da empresa ter divulgado resultados preliminares na semana passada. O resultado também marcou uma melhora em relação ao segundo trimestre, quando a Daimler teve prejuízo de 1,062 bilhão de euros (US$ 1,57 bilhão).

O presidente da empresa, Dieter Zetsche, disse que nos últimos meses a Daimler conseguiu "domar a crise". "A Daimler foi capaz de manter sua flexibilidade financeira e intensificar as ações para melhorar a eficiência, enquanto avança com o desenvolvimento de novos produtos e mercados", disse, em um comunicado.

Segundo ele, a montadora está "bem posicionada" para começar o próximo ano --que, segundo ele, "continuará desafiador devido à situação difícil do mercado automotivo global".

O Ebit (lucro antes do pagamento de impostos e juros) no trimestre passado foi de 470 milhões de euros (US$ 694,7 milhões), uma queda de 27% em relação aos 648 milhões de euros (US$ 957,8 milhões) referentes ao terceiro trimestre de 2008.

As vendas totais do grupo Daimler caíram 26%, para 386.461 unidades no trimestre passado, contra 522.525 um ano antes. Na divisão de caminhões as vendas caíram 46%; as de vans, 45%; as de ônibus, 23%; e as de carros, 14%.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
sem opinião
avalie fechar
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
sem opinião
avalie fechar
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4366)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca