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Dinheiro
27/10/2009 - 18h47

Bovespa fecha em baixa de 2,96%, pior queda em quatro meses

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) amargou sua pior queda em quatro meses na jornada desta terça-feira, no que alguns profissionais de mercado já chamam de "volta à realidade". O "efeito IOF" e alguma cautela com o PIB americano, que deve ser revelado depois de amanhã, pressionaram o mercado brasileiro de ações, que operou "descolado" de sua principal referência externa, a Bolsa de Nova York, que teve ganhos modestos. A taxa de câmbio bateu R$ 1,73.

Há um ano, a Bolsa de Valores brasileira chegou ao "fundo do poço", derretendo para "o preço" dos 29.435 pontos. Desde essa data, já recuperou 114,6%. O preço da moeda americana, por sua vez, desvalorizou 22,5%. No acumulado do ano, a Bolsa paulista já ganhou 68,2%.

O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, retrocedeu 2,96%, cravando os 63.161 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,08 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York teve alta de 0,14%.

"O mercado finalmente acendeu a 'luz amarela' sobre o IOF sobre capital estrangeiro. E os investidores começaram a ter dúvidas sobre a participação dos estrangeiros nos próximos IPOs [lançamento de ações]. Além disso, os preços das ações já estavam superestimados [muito valorizados]", sintetiza Expedito Araújo, da mesa de operações da corretora Alpes. "Mas acho que, mais uma vez, o mercado exagerou um pouco. Como já estava exagerando lá atrás. Quando a Bolsa começou a subir, havia muita gente falando no Ibovespa de novo aos 74 mil pontos [recorde histórico]. Isso aconteceu no ano passado, quando havia a expectativa do mundo crescer mais de 3% e o Brasil, 5%. Esse não é o mais o nosso cenário de agora", acrescenta.

O mercado de câmbio manteve a cotação de R$ 1,739. A taxa de risco-país marca 240 pontos, número 0,41% abaixo da pontuação anterior.

Em relatório divulgado hoje, a agência Moody's afirma que o efeito do IOF sobre capital estrangeiro terá efeito "marginal" e "transitório" sobre as taxas de câmbio. "Assim, como nós já notamos, há muito pouco o que as autoridades podem fazer para conter o fluxo de capital (...). Portanto, um cenário envolvendo um real forte é o mais provável a ser enfrentando em 2010", avalia Mauro Leos, analista-chefe para o Brasil dessa agência.

Confiança nos EUA piora

Entre as principais notícias do dia, o instituto privado Conference Board mostrou que houve uma piora no nível de confiança do consumidor americano na economia de seu país. O índice que sintetiza a sondagem de opinião pública do instituto teve leitura de 47,7 pontos neste mês --a segunda pior leitura desde maio--, contra os 53,4 pontos pontos registrados em setembro. Analistas de mercado estimavam um índice em torno dos 53 pontos.

Ainda nos EUA, o setor imobiliário deu novos indícios de recuperação: o importante índice de preços S&P/Case Shiller apontou alta de 1% em agosto, considerando os imóveis comercializados nas 20 principais regiões metropolitanas desse país.

O Banco Central informou que o nível de inadimplência no país teve o seu primeiro recuo desde setembro de 2008, mês em que começou o agravamento da crise econômica.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,16% na terceira quadrissemana de outubro --30 dias até 23/10--, ante alta de 0,09% no período imediatamente anterior.

Empresas

No front corporativo, o investidor teve uma bateria de balanços importantes para avaliar. A gigante alemã do setor farmacêutico Bayer anunciou uma retração de 10,1% em seu lucro líquido no terceiro trimestre. O resultado foi ainda pior para a montadora japonesa Honda Motor, que registrou uma queda de 56% em seu lucro líquido no segundo trimestre do ano fiscal 2010 (período de julho a setembro).

A britânica BP (petróleo) também não teve desempenho melhor: o lucro líquido caiu 34% no terceiro trimestre, para US$ 5,336 bilhões, com uma baixa de 37% do faturamento, para US$ 67,9 bilhões.

E a brasileira Klabin registrou lucro líquido de R$ 183 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 256 milhões de reais um ano antes, beneficiada principalmente pela melhora em seu resultado financeiro.

Ontem à noite, a brasileira Marfrig comunicou lucro líquido de R$ 200,497 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 52,685 milhões em igual período do ano passado.

Comentários dos leitores
Cassio XF (50) 28/01/2010 13h55
Cassio XF (50) 28/01/2010 13h55
O Dolar estah aumentando devido a alguns fatores, tais como ajuda milionaria ao Haiti, na qual o gov. teve que comprar milhoes de dollares para envio, alem de emprestimos bilionarios dados pela caixa para imoveis , o que diluirah o valor do Real(dinheiro impresso do nada). Contudo , a economia do Brasil ainda estah muito quente, enquanto que a americana estah sofrendo com o deficit trilionario. Por isso o dolar deverah cair novamente, nao por meritos de nossa economia, mas pelo colapso da moeda americana como moeda mundial de troca.
Quem comprar dolares perderah dinheiro. Eu ja dizia isso em Nov de 2008 quando o dolar foi de 1.65 a 2,40 devido ao panico em Walstreet, o dolar disparou pois empresas comecaram a comprar muito dolar para honrar compromissos. Uma vez honrados o real valor do Dolar voltou a realidade, entre 1.70 a 1.75.
Contudo c/ a politica de Obama que continua c/ a mesma politica do Bush ( marionetes do FED), a moeda americana tende a cair ainda mais, pois estao jorrando o mercado c/ mais dolar a custo quase zero, desvalorizando o poder da moeda.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (120) 15/01/2010 12h30
Olmir Antonio de Oliveira (120) 15/01/2010 12h30
A respeito do sitema de geração de energia. Até o presente momento não se sabe nada a respeito da retribuição ao favor recebido do novo integrante do mercosul. Dado o custo da construção de rede, e de experiencia de passado recente usando usina, consumindo derivado de petroleo. Isto é de se pensar e porque não licitar a construção de uma ou duas PCH, é de se acreditar na existencia de recursos para o financiamento, inclusive no mercado internacional. Poderia se adotar sistema construtivo diferenciado, já esperimentado e de eficiencia comprovada, de baiximo impacto ambiental, adotando pequenas correntes de água de região de topografia acidentada. Fazendo desvios, usando tuneis e ou tubolações, se teria boa capacidade de geração e sem devastar o meio ambiente, poderia se dar ao exedente de produção a oportunidade de industrialização a região, itens basicos, do agro negocio e ou produtos menos elaborados..... exemplos de possibilade não faltam, alcool combustivel a partir de frutas regionais, raizes e tuberculos ..... que possibilitariam uma expansão da econômia dessa região extrema do país, distancia enorme aos demais centros, mas não menos merecedora de atenção de ação de parte do governo....... 2 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (120) 15/01/2010 11h49
Olmir Antonio de Oliveira (120) 15/01/2010 11h49
A respeito respeito da construção de usinas nucleares. O consumidor pode auxiliar em muito para o sistema atual, escolhedos produtos com maior eficiência e ou menor consumo de energia. Sem ser contra a construção de usinas nucleares, penso ser "bem mal nescessário e ou mal bem nescessário", mas que sempre que possivel é melhor adiar o uso, ter este sistema só para emergência. Sabido todos os problemas e custos, certamente os maiores estão nos rejeitos, lixo para ficar guardado por centenas de anos, e muito bem acondicionados...... O brasileiro falta dar incentivo a industria de sistema alternativos,exemplifico: lampadas de Leds, tv, monitores que também usam tal tecnôlogia, industrias aqui instaladas, filiais de multinacionais, não usam tal tecnologia, não industrializam tais itens, exemplos:Toshiba, Osran...É certo que o custo inicial para o consumidor é maior, para lampadas se oferecerem ao consumidor similar as incandecentes (incandescentes já proibidas a industrialização e venda em diversos países), para algo parecido com o equivalente a cinco dolares possibilitariam retorno de investimento ao consumidor. Programas de uso e de industrialização de sistemas para uso domestico de celulas fotovoltraicas, industrializar aqui o silicio, materia prima que é vendida a preço de banana, pagar valor significativo ao execedente do consumo o dobro do valor pago a consecionaria. Adotar para hidroeletricas padrão de geradores mais eficientes, ganho esperado de 20 a 50 pontos na gera... 1 opinião
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