Taxa de desemprego cai em setembro para 14,4% no país, diz Seade/Dieese
GIULIANA VALLONE
da Folha Online
Atualizado às 13h06.
A taxa de desemprego em setembro registrou queda de 1,4% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), passando de 14,6% para 14,4%. O número, divulgado nesta quarta-feira, é considerado como relativa estabilidade pelas entidades.
"Olhando os dados, é possível ver que conseguimos manter os ganhos que tivemos no último ciclo de crescimento, de 2005 a 2008. A crise bateu no emprego de forma tranquila no Brasil", afirmou Alexandre Loloian, coordenador técnico da equipe de análises da Seade.
A taxa em São Paulo também ficou estável, passando de 14,2% em agosto para 14,1% neste mês. Apenas Recife teve alta na taxa no mês passado, de 19,5% para 19,7% --ou 1%. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, as taxas caíram em 4,6% e 2,6% respectivamente, para 10,4% e 11,3%. No Distrito Federal, passou de 15,5% para 15,3%; e em Salvador, de 20%, passou para 19,4%.
O contingente de desempregados nas seis regiões analisadas foi estimado em 2,889 milhões de pessoas no mês passado, 43 mil a menos do que em agosto. Esse número é resultante da criação de 16 mil vagas e da saída de 27 mil pessoas na força de trabalho.
Nesse mesmo comparativo, o nível de ocupação, na média nacional, cresceu 0,1%. O total de ocupados nas seis regiões pesquisadas foi estimado em 17, 161 milhões de pessoas, para uma PEA (População Economicamente Ativa) de 20,050 milhões.
Setores
Na divisão por setores de atividade, o nível de ocupação nas seis regiões metropolitanas subiu na construção civil (34 mil) e em serviços (39 mil), e caiu nas demais categorias --comércio (queda de 30 mil), indústria (queda de 13 mil) e outros setores (queda de 14 mil).
Na comparação com setembro de 2008, a construção civil mostra crescimento expressivo no número de ocupados, com alta de 155 mil. "A construção vem segurando o nível de ocupação nas regiões metropolitanas", afirmou a coordenadora do levantamento pelo Dieese, Patrícia Lino Costa.
De acordo com Patrícia, as obras de infraestrutura e residenciais são as principais influências sobre o aumento. A indústria continua sendo o setor mais afetado pela crise. "A indústria ainda está muito abaixo dos níveis de antes da crise", disse Loloian, ressaltando que os principais problemas estão nos setores exportadores e de bens de capital.
Rendimento
Em agosto, o rendimento médio real dos ocupados no país subiu 1,2%, equivalendo a R$ 1.233. Já o dos assalariados subiu 0,9%, para R$ 1.310.
O rendimento médio dos ocupados subiu em São Paulo, em 2,3%, para R$ 1.280; em Porto Alegre (0,7%, R$ 1.235) e Salvador (0,6%, para R$ 972). Em Belo Horizonte, o número ficou praticamente estável, com alta de 0,1%, para R$ 1.222.
Em Recife e no Distrito Federal, o rendimento médio caiu, em 2,2% e 0,6%, para R$ 722 e R$ 1.827, respectivamente.
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MAS ESTOU COM UM PÉ ATRAS, POIS CERTAMENTE TEMOS AQUI E EM OUTROS PAISES EMERGENTES, UMA BELA BOLHA NAS BOLSAS, NOS IMOVEIS, ETC.
PARECE QUE A ECONOMIA ESTA SENDO TOCADA NA BASE DE DINHEIRO EMPRESTADO, QUE LOGO PODE ESGOTAR-SE OU REDUNDAR EM CALOTES IMENSOS.
TB TEMOS QUE TORCER MUITO PARA QUE O MUNDO NAO SOFRA UMA RECAIDA TAO LOGO TERMINEM O FORNECIMENTO DOS ANALGESICOS (POLITICA MONETARIA E FINANCEIRA EXTREMAMENTE FROUXA), QUE ESTAO SENDO MINISTRADOS AO PACIENTE, AINDA NA UTI, E QUE SE RETIRADOS CAUSA A VOLTA DE FEBRE LÁ PELOS 42 GRAUS, SEGUIDAO DO COLAPSO TOTAL.
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