Governo prorroga IPI para linha branca que consome menos energia
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 11h42.
O governo federal prorrogou a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os produtos da linha branca, que inclui fogões, geladeiras e máquinas de lavar, por três meses. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o benefício, que acabaria neste sábado (31), será escalonado de acordo com a classe de consumo, mas só valerá para os eletrodomésticos que tenham selo A e B de eficiência energética do Inmetro.
Em troca de IPI, varejo promete a contratar até 15% de temporários
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Em contrapartida o varejo vai contratar funcionários temporários num total de 10% a 15% de seus quadros, segundo a presidente da Instituto de Desenvolvimento do Varejo, Luíza Trajano.
"O grande objetivo do governo é possibilitar ao consumidor brasileiro de renda baixa tenha acesso a esses produtos. Melhora o trabalho da dona de casa e ao mesmo tempo gera maior crescimento econômico, mais emprego e mais investimento', disse.
De acordo com a Fazenda, a nova desoneração resultará em uma renúncia fiscal de R$ 132,1 milhões. O ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que participou das discussões, disse que a iniciativa trará uma economia de energia ao país de 35 GW (gigawatts).
Tabela
A nova tabela valerá a partir de 1º de novembro, até 31 de janeiro. Geladeiras com selo A continuarão pagando 5% de IPI --contra 15% da alíquota regular. Já as de selo B pagarão 10% e, as com selo C, D e E voltarão a pagar 15%.
Máquinas de lavar com selo A continuarão pagando 10%, com selo B, 15% e as demais voltarão a pagar o valor total de 20%.
Fogões com selo A pagarão 2% de IPI, com selo B 3% e as demais a alíquota regular de 4%. Tanquinhos com selo A não pagarão IPI, com selo B pagarão 5% e os demais voltam a pagar 10%.
A desoneração para os itens da linha branca foi planejada para vigorar inicialmente apenas de abril a junho. A redução da alíquota de IPI para esses produtos foi uma das medidas tomadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise internacional no Brasil.
Além de eletrodomésticos, o governo diminuiu o imposto para material de construção e veículos. O setor automotivo foi um dos principais beneficiados pela desoneração, batendo o recorde mensal de vendas em junho e em setembro. Com redução desde dezembro, o tributo que incide sobre carros passou a subir gradualmente a partir deste mês e volta à alíquota original em janeiro do próximo ano.
Veja como fica a cobrança do IPI para linha branca:
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| Fonte: Ministério da Fazenda |
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FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
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FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
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