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Dinheiro
30/10/2009 - 16h34

Dólar fecha a R$ 1,75; Bovespa sofre queda de 3,95%

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

Atualizado às 16h39.

Os participantes do mercado financeiro levaram alguns "sustos" no mês de outubro, que contribuíram para refrear a "queda livre" das taxas de câmbio nas últimas semanas, sendo a mais visível a taxação do capital estrangeiro, avaliam profissionais nas mesas de operações.

No mês, a taxa cambial acumula desvalorização de 0,85%, depois de ter variado entre R$ 1,69, na menor cotação do período, e R$ 1,78, no pico de outubro.

Hoje, o mercado de câmbio trocou o dólar comercial por R$ 1,757 nas últimas operações registradas, em um acréscimo de 1,50% sobre a cotação final de ontem. Na praça paulista, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,870, em alta de 2,18%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) desaba 3,95%, aos 61.206 pontos. O giro financeiro é de R$ 5 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 2,44%.

"Muita gente no mercado esperava uma taxa de câmbio por volta dos R$ 1,60 no final do ano, e se assustou quando a cotação não caiu tão rápido assim. Hoje, a gente deixou de ver projeções nesse nível. O mais provável agora parece ser uma variação entre R$ 1,70 e R$ 1,75", comenta Luiz Fernando Moreira, da mesa de operações da corretora Dascam.

O profissional da Dascam aponta que o fator inicial de nervosismo veio com o novo IOF sobre capital estrangeiro, mas depois, alguns balanços de empresas com resultados insatisfatórios também contribuíram para puxar as taxas. "Hoje, nós também tivemos alguns indicadores ruins nos EUA, sobre consumo, além do leilão do Banco Central, o que ajudou nessa puxada dos preços", acrescenta.

O BC entrou no mercado de câmbio às 12h33 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,7420 (taxa de corte). A autoridade monetária não informa quanto de moeda é adquirido nessas operações, o que somente é informado uma vez por semana.

A oscilação das reservas internacionais sinaliza também o tamanho dessas dimensões: entre o final do mês passado e ontem (data do último disponível), as reservas do país passaram de US$ 224,213 bilhões para US$ 232,997 bilhões. No final de agosto, a cifra era de US$ 219,05 bilhões.

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que regula o custo do dinheiro nos bancos, voltou a puxar para cima as taxas projetadas para operações de prazo mais longo.

No contrato que aponta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista foi mantida em 8,65% ao ano; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,26% para 10,34%. Essas taxas são preliminares e ainda podem sofrer ajustes.

Comentários dos leitores
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
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JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
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Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
sem opinião
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