VW Fox ganha requintes para combater GM Agile
PAULO SILVEIRA LIMA
do Agora
Atenta aos movimentos do mercado e às novas armas da concorrência, a Volkswagen do Brasil deu resposta quase que imediata à Chevrolet --que três semanas atrás lançou o Agile--, apresentando à imprensa, na última terça-feira (24), o Novo Fox, pretensa segunda geração de seu compacto de sucesso. O carro chega às lojas com duas opções de motorização --1.0 flex e 1.6 flex-- e variadas versões de acabamento, por preços a partir de R$ 29.990.
Novo GM Agile aposta na relação custo-benefício para deter VW Fox
No evento de lançamento, porém, a montadora alemã adotou o estratagema de esconder as versões mais básicas do carrinho, deficientes em equipamentos de série e, presumivelmente, com padrão de acabamento muito menos requintado. Por isto, o Agora testou o carro na sua versão topo de linha, a Prime I-Motion --que conta de série com ar-condicionado, vidros e travas elétricos, retrovisores com regulagem elétrica, replicador de pisca e "tilt-down" (recurso que abaixa o espelho direito quando se engata a ré, para facilitar a manobra de estacionamento), computador de bordo e câmbio automatizado. Preço desta versão: R$ 43.306.
| Mauricio Ercolin/Divulgação |
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| A frente do Novo Fox agora traz faróis de dupla elipse e novos para-choques e grade; traseira ganhou novas lanternas e aerofólio |
O carro colocado à disposição da reportagem veio com toca-CDs com MP3, rodas de ligaleve, volante com comandos, teto solar elétrico, airbag duplo e freios ABS. Com tudo isto, o preço sobe para um patamar exorbitante, acima dos R$ 50 mil --faixa em que se situam carros maiores e com motores mais potentes, como o Fiat Stilo e o Citroën C4.
Para fazer jus ao nome Novo Fox, o carro passou por pequenas modificações --bem menos substanciais do que as que recebeu, por exemplo, o Novo Gol. Do lado externo, mudaram os faróis e as lanternas, os para-choques e a grade dianteira --o carro avaliado contava com um aerofólio traseiro que continha a luz de freio.
Por dentro, o painel frontal mudou. Os instrumentos estão agora mais bonitos. E o carro aderiu ao porta-luvas, que se soma à gaveta embaixo do banco do motorista, já presente nos modelos anteriores.
O carro apresentou um desempenho muito bom nas ruas planas e com asfalto sem defeitos de Brasília --condições semelhantes às que o Chevrolet Agile foi testado pela primeira vez, em Mendoza, na Argentina, que, no entanto, não resistiu a uma segunda avaliação.
O motor é o velho conhecido 1.6 flex da Volks, que rende até 104 cv de potência quando abastecido com álcool. O câmbio automatizado é o mesmo já testado no Polo: dá descanso ao pé esquerdo do motorista e realiza as trocas com eficiência, sem "soluçar".
O Novo Fox apresenta, sem dúvida, bons atributos mecânicos que devem se repetir na versão mais básica com motor 1.6 --exceto, é claro, pelo câmbio automatizado.
São seis as versões apresentadas. A 1.0 2p (duas portas) parte de R$ 29.990 e a 1.0 4p, de R$ 31.830. A 1.6 4p parte de R$ 34.800, com a opção de kit com ar-condicionado e trio elétrico, que eleva o preço para R$ 39.104. O Novo Fox Prime 1.6 parte de R$ 36.930 e chega a R$ 40.745 com o mesmo kit.
As versões com câmbio automatizado são duas. A mais simples parte de R$ 37.290, chegando a R$ 42.503 com o kit. A versão avaliada começa em R$ 39.400, chegando aos citados R$ 43.306 com o kit.
Além das versões, o comprador pode escolher pacotes de opcionais ou mesmo equipamentos avulsos para incrementar o seu carro.
Esta é a grande vantagem da Volkswagen em relação aos concorrentes: flexibilidade. O cliente pode montar o seu carro a gosto.
O problema é que o preço pode ser despropositado. É preciso ser muito fã da marca Volkswagen para colocar mais de R$ 50 mil num carrinho como o Novo Fox, recheado de equipamentos, mas desprovido de maior charme e status e com um desempenho apenas mediano.
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