Petróleo fecha em alta com dados positivos nos EUA e dólar fraco
da Folha Online
da Associated Press
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, influenciados pelo dólar fraco e os dados positivos sobre as economias de Estados Unidos e China, aumentando as expectativas de um crescimento na demanda energética.
Na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril de petróleo bruto tipo WTI para entrega em dezembro subiu 1,46%, para US$ 78,13. Já no mercado londrino, o barril de Brent para entrega em dezembro subiu 1,79% e fechou a US$ 76,55.
O ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) divulgou hoje que o setor manufatureiro dos Estados Unidos teve em outubro o maior ritmo de crescimento em mais de três anos, ajudado pelos gastos do governo e o aumento da demanda no exterior.
Os dados aumentaram as esperanças de que a demanda por energia, que foi prejudicada pela recessão, pode estar se recuperando. Além disso, o dólar continua caindo, o que ajuda ainda mais a manter os preços da commodity em alta.
Cotado na moeda norte-americana, o petróleo pode parecer uma barganha para investidores operando com moedas mais fortes.
Também nesta segunda o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que os gastos com construção cresceram 0,8% em setembro, acima dos 0,3% previstos pelo mercado. O resultado foi impulsionado por um ritmo recorde em obras públicas e pela maior expansão em mais de seis anos nas construções privadas residenciais.
Além disso, a NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês) divulgou que as vendas pendentes de moradias nos Estados Unidos cresceram em setembro pelo oitavo mês consecutivo. O índice subiu 6,1%, para 110,1 pontos. Foi a maior leitura desde dezembro de 2006 e está mais de 21% acima do nível de um ano atrás. A expectativa dos analistas era de 103,8.
O petróleo também foi ajudado por dados positivos da China, que também poderiam ser um estímulo para aumentar a demanda. O Danske Bank afirmou que os dados sugerem que a "recuperação chinesa permanece forte e pode até estar ganhando mais força após uma diminuída no ritmo no terceiro trimestre".
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Ainda bem que o petróleo (inclusive o do pré sal) é TOTALMENTE NEUTRO em se tratando de efeito estufa & congêneres, não é?
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