Dinheiro
02/11/2009 - 19h21

Presidente do BNDES destaca Brasil como impulsor de crescimento global

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da Efe, em Madri

O Brasil tem hoje as condições para consolidar sua economia e se transformar em impulsor do crescimento global, disse nesta segunda-feira o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho.

Coutinho abriu hoje o fórum 'Brasil, grande potência latina', organizado pela fundação Marcelino Botín e realizado na Casa da América de Madri e que vai até quarta-feira.

Segundo o presidente do BNDES, a economia brasileira cresceu entre 2004 e 2008 a uma média superior à da economia global, o que seria 'um sinal de mudança'.

A situação atual do Brasil, que Coutinho descreveu como um 'processo de robustecimento macroeconômico', permitiu a acumulação de reservas e o conseguinte avanço no processo de estabilização que tornou possível a 'desdolarização' da dívida interna.

Estes e outros fatores fizeram possível que, em um curto intervalo de tempo, a economia do Brasil se transformasse 'de devedora em credora em moeda forte' e enfrentasse a crise financeira internacional.

Além disso, segundo Coutinho, a economia do país conseguiu crescer pelos esforços dos bancos públicos, 'uma colaboração sem a qual o país estaria ainda em processo de recessão, pois os efeitos negativos da crise teriam se multiplicado em cadeia'.

Outro aspecto que o presidente do BNDES destacou foi a queda no consumo das famílias durante o primeiro trimestre deste ano, embora já tenha havido uma recuperação no segundo trimestre graças a uma série de iniciativas oficiais, como a antecipação de aumento dos salários.

'O processo de recessão foi rápido e agora a economia está crescendo outra vez', disse Coutinho.

De acordo com o presidente do BNDES, no marco da crise internacional, o panorama econômico descrito por ele permite vislumbrar pela primeira vez em 30 anos 'um horizonte de crescimento para a economia brasileira maior que o da média global'.

No entanto, Coutinho assegurou que este 'não é um processo automático', que exige enfrentar uma série de desafios 'de uma maneira competente'.

Neste sentido, afirmou que o Brasil tem uma série de setores com oportunidades para investimentos, com taxas de retorno muito altas e com risco baixo.

Coutinho mencionou os setores de petróleo e gás, energia elétrica, ferroviário, portuário, rodoviário, agropecuário e construção civil.

Embora a contribuição destes setores para impulsionar o crescimento da economia do país seja grande, explicou, não é suficiente, dado o tamanho da economia do país.

Por isso, o presidente do BNDES destacou a necessidade de 'ter e criar condições' para fazer a indústria manufatureira e de serviços crescer, assim como desenvolver iniciativas como a de incentivar a economia doméstica.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h51
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h51
LULA: estimulou a criação de emprego e reduziu o desemprego deixado por FHC de 13% para 7,5% (em outubro de 2009). Os salários tiveram recuperação da perda deixada por FHC e o salário mínimo mais que dobrou (o resultado foi a movimentação econômica e a queda do desemprego)
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
(CONTINUA)
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Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h50
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h50
Só pra esclarecer algumas diferenças na política econômica do governo LULA e a (des)política do governo tucano:
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
(CONTINUA)
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