Bolsas dos EUA fecham em alta após oscilar ao longo da tarde
da Associated Press, em Washington
da Folha Online
As Bolsas de Valores dos Estados Unidos fecharam em alta nesta segunda-feira, porém em nível bem abaixo das máximas do dia, influenciadas pela volatilidade que toma conta do mercado.
Os índices subiram bastante no começo do dia, após a divulgação de dados positivos sobre os setores imobiliário e de manufaturas, mas oscilaram à tarde. O índice Dow Jones Industrial, o principal de Wall Street, fechou em alta de 0,79%, para 9.789,44.
O índice seletivo S&P 500 subiu 0,64%, enquanto o indicador da bolsa tecnológica Nasdaq avançou 0,2%.
O mercado vem oscilando nos últimos dias enquanto os investidores tentam determinar se as apostas que vinham fazendo na recuperação da economia nos últimos meses ainda valem. Eles começam a temer que o ritmo da retomada com que eles estavam contando será difícil de manter.
O governo anunciou na semana passada um crescimento de 3,5% no PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, mas muito deste crescimento veio de gastos públicos. As empresas estão divulgando lucros maiores que os esperados, mas grande parte desses ganhos veio de corte de custos e não de alta nas vendas.
Do lado positivo, o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) divulgou hoje que o setor manufatureiro dos Estados Unidos teve em outubro o maior ritmo de crescimento em mais de três anos, ajudado pelos gastos do governo e o aumento da demanda no exterior.
Também nesta segunda o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que os gastos com construção cresceram 0,8% em setembro, acima dos 0,3% previstos pelo mercado. O resultado foi impulsionado por um ritmo recorde em obras públicas e pela maior expansão em mais de seis anos nas construções privadas residenciais.
Além disso, a NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês) divulgou que as vendas pendentes de moradias nos Estados Unidos cresceram em setembro pelo oitavo mês consecutivo. O índice subiu 6,1%, para 110,1 pontos. Foi a maior leitura desde dezembro de 2006 e está mais de 21% acima do nível de um ano atrás. A expectativa dos analistas era de 103,8.
As Bolsas registraram as piores perdas em quatro meses na sexta-feira, depois de uma alta forte no dia anterior, amparada pelo crescimento do PIB.
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