Bolsas europeias fecham em queda com perdas em bancos
da Reuters, em Londres
As Bolsas europeias fecharam em baixa nesta terça-feira, à medida que resultados decepcionantes do UBS e o plano do Royal Bank of Scotland de liquidar parte de seus negócios para limitar a ajuda governamental afetaram o setor bancário.
A Bolsa de Londres caiu 1,32%, indo para 5.037,21 pontos no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt caiu 1,43% no índice DAX, para 5.353,35 pontos; a Bolsa de Zurique teve baixa de 1,24%, indo para 6.213,35 pontos no índice Swiss Market; a Bolsa de Amsterdã fechou com perda de 0,89%, com 300,11 pontos no índice AEX General; e a Bolsa de Madri fechou em queda de 2,06%, com 1.174,51 pontos no índice Madrid General.
O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais ações do continente, fechou em baixa de 1,16%, para 968,93 pontos, menor patamar de encerramento desde o início de outubro.
O indicador, que caiu 45% no ano passado, ainda acumula valorização de 16% em 2009 e subiu 50% desde a mínima recorde no começo de março.
Os papéis do setor financeiro estiveram entre os de pior desempenho. O índice europeu de bancos DJ STOXX, que teve valorização de 150% desde março, caiu 2,7% depois de atingir o menor patamar desde meados de agosto.
"As pessoas estão preocupadas com o setor bancário mais uma vez porque tivemos alguns resultados de instituições europeias que vieram um pouco piores que o esperado", disse o economista-chefe da KBC Securities, Luc Van Hecka.
"Neste mercado, se você tem um avanço de cerca de 60%, não é incomum que haja algumas correções temporárias, que podem chegar facilmente a 10% e 15%. Mas os fundamentos ainda estão de um jeito que isso [a correção] não irá muito longe", disse.
As ações do UBS caíram 5,8% depois que obrigações contáveis maiores que o esperado levaram o banco ao quarto trimestre seguido de prejuízo, com saques de 36,6 bilhões de francos suíços (US$ 35,5 bilhões) em sua principal unidade em negócios de gerenciamento de ativos.
Uma reestruturação nos bancos britânicos Royal Bank of Scotland e Lloyds Banking Group, e as estimativas da Comissão Europeia depois dos resultados de testes de estresse no setor bancário mostrando que as perdas podem chegar a 400 bilhões de euros (US$ 587,8 bilhões) em 2009 e 2010, também levantaram questionamentos sobre o setor.
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