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Dinheiro
03/11/2009 - 16h58

Dólar fecha a R$ 1,74; Bovespa ganha 2,46%

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da Folha Online

O mercado de câmbio doméstico registrou algumas oscilações bruscas nas últimas horas de negócios desta terça-feira, no retorno das atividades após o final de semana prolongado. Em direção inversa, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem uma forte alta, após operar quase sem tendência durante boa parte do pregão de hoje.

Operadores tiveram dificuldades em apontar uma razão principal, e alguns preferiram destacar um volume baixa de operações (o que deixa as cotações mais voláteis), principalmente na BM&F (mercado futuro de moeda).

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,745, em declínio de 0,62%, nas últimas operações desta terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,782 e R$ 1,743. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,850, em baixa de 1,06%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem ganhos de 2,46%, aos 63.057 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,33 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 0,27%.

O dia foi volátil para os negócios com a moeda americana, que somente passaram a cair com mais força perto das 15h, no mercado à vista. As razões de baixa ainda prevalecem nesse mercado, com a expectativa de mais empresas captando no exterior, comentou um profissional de corretora paulista, que não detectou notícias que explicassem de forma pontual o movimento de hoje. Hoje, a Vale avisou que pretende lançar títulos na praça internacional, com prazo de 30 anos. Ainda não há informações oficiais sobre o tamanho dessa operação.

Johny Kneese, diretor da corretora Levycam, destaca que o dólar bateu uma faixa de preços (entre R$ 1,77 e R$ 1,78) logo no início das operações que detonou algumas ordens de vendas no decorrer da tarde. "De manhã, nós vimos que o mercado estava bastante avesso a risco, com muito medo de alguma notícias ruins na economia mundial. Esse sentimento desanuviou um pouco no início da tarde, sem novos indicadores. Além disso, o dólar chegou a bater R$ 1,77, o que para muitos já é um preço que estimula a mudança de posição. Veja bem: a projeção para o final de ano é de um dólar em R$ 1,70 ou abaixo disso", avalia.

Entre as principais notícias do dia, o Ministério do Desenvolvimento informou superavit comercial de US$ 1,328 bilhão em outubro. No acumulado do ano, o superavit da balança comercial chega a US$ 22,599 bilhões.

O Banco Central entrou no mercado de câmbio às 15h02 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,7508 (taxa de corte).

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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