Bovespa fecha em alta de 1,78%, puxada por ações de bancos
da Folha Online
Em um dia instável, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve uma forte recuperação nas últimas horas do pregão desta terça-feira. Ontem, no dia em que a Bolsa não funcionou devido ao feriado, o mercado americano teve valorização, repercutindo o lucro da montadora Ford. Hoje, as ações dos principais bancos do país contribuíram para a alta do índice Ibovespa. A taxa de câmbio cedeu para R$ 1,74.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, subiu 1,78% no fechamento, atingindo os 62.643 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,6 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em queda de 0,49%.
No dia em que o Itaú-Unibanco revelou seu balanço do trimestre, as ações da instituição financeira foram os papéis mais negociados (R$ 295 milhões) da Bolsa, após Vale e Petrobras, e tiveram valorização de 5,31%. A ação do rival Bradesco teve alta de 2,14%, enquanto o ativo do Banco do Brasil teve ganho de 3,08%. Já a ação do Santander avançou 3,57%.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,745, em um decréscimo de 0,62% sobre a cotação final da semana passada. A taxa de risco-país marca 237 pontos, número 1,28% acima da pontuação anterior.
"De manhã, nós vimos que o mercado estava bastante avesso a risco, com muito medo de algumas notícias ruins na economia mundial. Esse sentimento desanuviou um pouco no início da tarde, sem novos indicadores. Além disso, o dólar chegou a bater R$ 1,77, o que para muitos já é um preço que estimula a mudança de posição. Veja bem: a projeção para o final de ano é de um dólar em R$ 1,70 ou abaixo disso", disse Johny Kneese, diretor da corretora Levycam.
Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA informou que o volume de pedidos ao setor manufatureiro cresceu 0,9% em setembro. Analistas do setor financeiro projetavam variação entre 0,8% e 1%. O órgão do governo americano apontou crescimento na demanda por bens duráveis (acima de três anos de validade) e não duráveis, como produtos químicos.
No front corporativo, o Itaú Unibanco Holding encerrou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 2,268 bilhões, contra um lucro pró-forma de R$ 2,551 bilhões em igual período do ano passado --uma queda de 11%.
A Braskem anunciou que teve lucro de R$ 645 milhões no terceiro trimestre, num contraste com o prejuízo de R$ 819 milhões registrado um ano antes. Em nove meses, o lucro chega a R$ 1,8 bilhão, um acréscimo de R$ 2,1 bilhões sobre o prejuízo acumulado no ano passado.
E o banco suíço UBS anunciou que teve um prejuízo de US$ 547 milhões no terceiro trimestre deste ano. Um ano antes, a instituição financeira havia registrado um lucro de US$ 274,4 milhões.
Expectativas
"Nesse cenário permeado de incertezas quanto à sustentabilidade da sequência de melhora recente dos indicadores econômicos, do vigor da recuperação e do aumento da volatilidade (...) o mês de novembro começa com as atenções voltadas para a discussão do 'timing' da retirada dos estímulos econômicos nos países centrais", avalia a equipe de analistas da corretora Spinelli, em relatório sobre o mercado financeiro.
Neste relatório, a corretora fez dez recomendações de papéis para o mês: Banco do Brasil (a ação ordinária), Bradesco (ação preferencial), Vale (preferencial), Petrobras (preferencial), Pão de Açúcar (preferencial), JBS (ordinária), BM&F-Bovespa (ordinária), Totvs (ordinária), Cyrela (ordinária) e Telesp (preferencial).
Petrobras e Vale também fazer parte do "cardápio sugerido" da corretora WinTrade, junto com Lojas Americanas (ordinária), Usiminas (preferencial) e Positivo (ordinária).
A estatal petrolífera, a mineradora e a rede de supermercados também fazem parte da carteira de ações recomendada pela Planner para o mês, além de Gerdau (ação preferencial), Gol (preferencial), Lojas Renner (ordinária), Itaú-Unibanco (preferencial), Banco do Brasil (ordinária), Bradesco (preferencial), Redecard (ordinária), Cyrela (ordinária) e Tractebel (ordinária).
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A Bolsa é para profissionais, qualquer pessoa que entrar sem um bom conhecimento vai perder dinheiro.
Só ganha que sabe aplicar com visão de longo prazo.
Os demais são muito sensiveis ao chamado efeito manada, e, por isso perdem.
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" NAS ÚLTIMAS SEMANAS PARA A BOVESPA NOTICIAS BOAS ERAM BOAS E AS RUINS TAMBEM ERAM BOAS " justificando assim o recente rally de alta na Bovespa.
Até que enfim alguem do ramo reconhece a especulação desenfrada que tomou conta de nossa Bolsa nos últimos meses.
Só que tudo que sobe sem fundamento, cai qdo os fundamentos voltam, e só acreditavam na alta os OTÁRIOS.
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