Dinheiro
03/11/2009 - 19h14

Governo vai orientar base para aprovar parecer sobre o pré-sal

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) afirmou nesta terça-feira que o governo vai orientar a base aliada a aprovar o parecer do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que trata da mudança do modelo de exploração do pré-sal de concessão para partilha.

Segundo o ministro, a proposta do peemedebista é o mais equilibrado. Padilha disse que o governo espera que as bancadas separem os interesses estaduais.

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"O esforço do governo vai ser de que o essencial seja aprovado, modelo de partilha, e que possamos conduzir separado o debate federativo, para que não atrapalhe a discussão. A aprovação do modelo de partilha é mais importante que o debate federativo. Acreditamos em orientar o conjunto da base sobre isso. Depois de um debate interno, nós somos favoráveis ao relatório do deputado Henrique Eduardo Alves", afirmou.

As bancadas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo fazem pressão na comissão para que a divisão dos royalties seja revista no relatório divulgado na semana passada. Na visão desses Estados --os maiores produtores de petróleo do país-- a União está concentrando muito recurso dos royalties.

O ministro minimizou a pressão das bancadas. "A proposta dele [Henrique Eduardo Alves] contempla a preocupação dos Estados produtores e também a distribuição aos Estados não produtores, ou seja, é uma proposta equilibrada diante da nova riqueza que é o pré-sal", disse.

Padilha disse que o governo está "feliz" com o trabalho dos quatro relatores dos projetos que tratam da exploração do pré-sal porque mantiveram a essência estabelecida nas propostas encaminhadas ao Congresso.

"O governo está muito feliz porque acha que o teor principal dos quatro projetos está mantido. Não teve questionamento em relação ao modelo de partilha, não teve questionamento sobre a ideia da Petrobras como operadora única. Dentro do projeto de capitalização não foi apresentado a utilização do FGTs para compra de ações", disse.

A comissão especial da Câmara que trata do modelo de partilha para o pré-sal perdeu alguns dias para discutir e votar o relatório do projeto, e por isso a reunião que aconteceria hoje para tratar do tema foi adiada para a próxima quinta-feira.

Com o adiamento, encurta-se ainda mais o tempo hábil de cumprir o acordo entre o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de votar os relatórios dos quatro projetos do pré-sal até o dia 10 de novembro.

Para o ministro, o calendário não traz preocupação. "O fundamental é que está mantida a ideia do calendário que foi acertado com o presidente da Câmara. A ordem dos projetos é uma decisão do Temer. Acredito que deve começar pela proposta com menos polêmica", afirmou.

Comentários dos leitores
alexandre bakunin (110) 25/11/2009 17h55
alexandre bakunin (110) 25/11/2009 17h55
Tenho duas dúvidas e espero que os colegas me esclareçam:
1 - Que todos querem participar dos bonus do pré-sal é fácil compreender. Mas vamos imaginar que por uma obra do destino estas operações causem uma enorme catástrofe ecológia e que tenhamos que pagar indenizações alguém ou outro Estado, como Argentina, por exemplo. Pergunto se os Estados brasileiros que ora desejam participar desta boquinha estarão também de acordo em arcar com os riscos (onus).
2 - Será que temos mesmo competência para fazer este tipo de perfuração ? Será que não corremos o risco de desabar o fundo do mar drenando água para o buraco ? Lembrem-se que uma burrada da Russia condenou o mar de Aral a secar.
sem opinião
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Euclydes Uchôa (6) 25/11/2009 10h13
Euclydes Uchôa (6) 25/11/2009 10h13
Dos comentários do Sr. Governador do RJ deduzimos que:a) o mesmo JAMAIS terá capacidade de ser Presidente da República, pois seu País é o RJ;b)JAMAIS terá o alcance da igualdade entre os povos, pois sequer a quer praticada em seu País;c) É um "garotinho" egoísta e mimado, pois só quer o apoio do 'resto" dos Estados qd é para o Rio sediar jogos Pan Americanos e Olimpíada. d) Não tem visão alguma de admnistração: funcionário público e aposentados existe em todo Brasil(Meu Deus, que egoísmo).e) Deseja sim aumentar a tão sofrida divisão de renda existente em nosso País. sem opinião
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José Sanchuk (2) 25/11/2009 09h44
José Sanchuk (2) 25/11/2009 09h44
A questão é que na hora que for vender o petroleo o país membro da opep pode boicotar o petroleo brasileiro baixando o preço do seu produto, pois todo seu petroleo é de superficie, portanto muito mais barato para ser produzido. Qual será o preço do nosso petroleo para retirar no pré-sal, no minino o doblo dos paises da opep, quem garante que havera mercado para todos os produtores, muito deles gasta muito e precisa fazer mais caixa, como muito comprador esta diminuindo sua compra, haverá sobra de petroleo pois com a nova onda é proteger o meio ambiente se usara fontes menos poluidoras, o Rio tem o direito de pedir pois esta em seu dominio. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 17h00
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 17h00
Querer conhecer lista de passageiros, no caso, sinceramente, para o quê. Tudo depois se enfumaça, se esconde na neblina que se tivéssemos seria pior, mas que não a temos, praticamente, na maioria das cidades brasileiras. Entretanto, utilizá-la (a neblina) como metáfora, talvez seja revelador e nos faça relembrar outras "listas"... Que para nada serviram! sem opinião
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Humberto FÁVARO (106) 25/11/2009 11h40
Humberto FÁVARO (106) 25/11/2009 11h40
A Imprensa e alguns "internautas" estão fazendo um "estardalhaço" porque o Filho do Lula pegou uma "carona" em um Avião da FAB que iria direto para Brasilia.Em outros "tempos" não muito distante, Generais de Brasilia mandavam Buscar carne no Rio Grande do Sul, e ninguém denunciava.Porque será????? sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h15
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h15
Penas - para serem cumpridas - para os propineiros cartoriais. Tudo, em Cartórios, é na base da propina. E vejam se marcam prazo para a entrega dos trabalhos que lhes será atribuído. sem opinião
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