Governo vai orientar base para aprovar parecer sobre o pré-sal
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) afirmou nesta terça-feira que o governo vai orientar a base aliada a aprovar o parecer do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que trata da mudança do modelo de exploração do pré-sal de concessão para partilha.
Segundo o ministro, a proposta do peemedebista é o mais equilibrado. Padilha disse que o governo espera que as bancadas separem os interesses estaduais.
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"O esforço do governo vai ser de que o essencial seja aprovado, modelo de partilha, e que possamos conduzir separado o debate federativo, para que não atrapalhe a discussão. A aprovação do modelo de partilha é mais importante que o debate federativo. Acreditamos em orientar o conjunto da base sobre isso. Depois de um debate interno, nós somos favoráveis ao relatório do deputado Henrique Eduardo Alves", afirmou.
As bancadas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo fazem pressão na comissão para que a divisão dos royalties seja revista no relatório divulgado na semana passada. Na visão desses Estados --os maiores produtores de petróleo do país-- a União está concentrando muito recurso dos royalties.
O ministro minimizou a pressão das bancadas. "A proposta dele [Henrique Eduardo Alves] contempla a preocupação dos Estados produtores e também a distribuição aos Estados não produtores, ou seja, é uma proposta equilibrada diante da nova riqueza que é o pré-sal", disse.
Padilha disse que o governo está "feliz" com o trabalho dos quatro relatores dos projetos que tratam da exploração do pré-sal porque mantiveram a essência estabelecida nas propostas encaminhadas ao Congresso.
"O governo está muito feliz porque acha que o teor principal dos quatro projetos está mantido. Não teve questionamento em relação ao modelo de partilha, não teve questionamento sobre a ideia da Petrobras como operadora única. Dentro do projeto de capitalização não foi apresentado a utilização do FGTs para compra de ações", disse.
A comissão especial da Câmara que trata do modelo de partilha para o pré-sal perdeu alguns dias para discutir e votar o relatório do projeto, e por isso a reunião que aconteceria hoje para tratar do tema foi adiada para a próxima quinta-feira.
Com o adiamento, encurta-se ainda mais o tempo hábil de cumprir o acordo entre o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de votar os relatórios dos quatro projetos do pré-sal até o dia 10 de novembro.
Para o ministro, o calendário não traz preocupação. "O fundamental é que está mantida a ideia do calendário que foi acertado com o presidente da Câmara. A ordem dos projetos é uma decisão do Temer. Acredito que deve começar pela proposta com menos polêmica", afirmou.
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1 - Que todos querem participar dos bonus do pré-sal é fácil compreender. Mas vamos imaginar que por uma obra do destino estas operações causem uma enorme catástrofe ecológia e que tenhamos que pagar indenizações alguém ou outro Estado, como Argentina, por exemplo. Pergunto se os Estados brasileiros que ora desejam participar desta boquinha estarão também de acordo em arcar com os riscos (onus).
2 - Será que temos mesmo competência para fazer este tipo de perfuração ? Será que não corremos o risco de desabar o fundo do mar drenando água para o buraco ? Lembrem-se que uma burrada da Russia condenou o mar de Aral a secar.
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