Bolsas da Europa operam em alta com bancos e montadoras
da Reuters, em Londres
As Bolsas da Europa operam em alta nesta quarta-feira, após as perdas registradas na sessão passada, com os bancos ganhando terreno antes da decisão sobre a taxa de juro do Fed (Federal Reserve, o BC americano) e com a Renault conduzindo as ações do setor automotivo para cima.
Às 10h17 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em alta de 0,82%, indo para 5.078,30 pontos no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt subia 1,36% no índice DAX, para 5.426,23 pontos; a Bolsa de Zurique subia 0,50%, indo para 6.244,71 pontos no índice Swiss Market; a Bolsa de Paris registrava alta de 1,57% no índice CAC 40, para 3.640,35 pontos; a Bolsa de Madri estava em alta de 0,89%, com 1.184,93 pontos no índice Madrid General; e a Bolsa de Amsterdã tinha alta de 1,29%, com 303,97 pontos no índice AEX General.
Mais cedo o índice FTSEurofirst 300, referência das principais Bolsas europeias, subia 1,11%, para 979 pontos. O índice, que acumula alta de 17,6% neste ano, saltou 51% desde que alcançou a mínima recorde no começo de março.
Papéis do segmento automotivo apresentavam bom desempenho. O setor se recuperava de um declínio causado por vendas generalizadas nas duas últimas semanas, após a Nissan Motor ter revisado sua meta anual. As ações da Renault subiam quase 5%, enquanto as da Daimler, Peugeot e Fiat subiam entre 2% e 4%.
Entre outras notícias, após dois meses de negociações, a GM abandonou a venda da Opel para um grupo liderado pela canadense Magna, dizendo que melhores condições de negócios e a importância estratégica de sua unidade europeia incentivaram a decisão tomada pelo conselho.
Os bancos tinham oscilação positiva, depois de perdas acentuadas na véspera acompanhadas de resultados decepcionantes do UBS e fortes declínios nas ações do Royal Bank of Scotland.
As ações do Société Générale subiam mais de 5% depois que a instituição informou que duplicou seu lucro líquido do terceiro trimestre na comparação anual. O banco considera ainda, no entanto, que o ambiente econômico permanece duvidoso. Outros papéis que subiam eram os do UBS, Royal Bank of Scotland, Standard Chartered, HSBC, Barclays, Lloyds, BNP Paribas, Allied Irish Banks e Bank of Ireland tinham alta entre 0,9% e 11,7%.
As mineradoras eram sustentadas pela firmeza dos preços dos metais de base em meio a expectativas de vendas generalizadas de dólar após a reunião do Fed. A queda da divisa norte-americana torna as commodities mais baratas para os investidores que negociam com outras moedas e frequentemente impulsiona a demanda por produtos. As ações da BHP Billiton, Anglo American, Antofagasta, Rio Tinto, Xstrata e Eurasian Natural Resources subiam entre 1% e 3%.
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