Bovespa acentua ganhos com cena externa positiva; dólar vale R$ 1,72
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) mostra recuperação na jornada desta quarta-feira, enquanto o mercado conta as horas para a decisão do banco central dos EUA, prevista para o final desta tarde. Por enquanto, nem alguns indicadores desfavoráveis da economia americana conseguem azedar o ânimo dos investidores, de volta às compras após vários dias em que a realização de lucros (vendas) predominou. A taxa de câmbio bate R$ 1,72.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, avança 2,04%, aos 63.918 pontos. O giro financeiro é de R$ R$ 2,84 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,40%.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,728, em queda de 0,97%. A taxa de risco-país marca 231 pontos, número 2,11% abaixo da pontuação anterior.
Entre as principais notícias do dia, a consultoria ADP reportou que o setor privado nos EUA perdeu 203 mil postos de trabalho em outubro. Trata-se do menor número de vagas fechadas no país desde julho do ano passado, segundo a consultoria. O dado é bastante influente, porque antecipa o relatório oficial sobre mercado de trabalho previsto para sexta-feira.
Ainda nos EUA, o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) apontou que o nível de atividade do setor de serviços, um dos mais importantes da economia americana, apresentou contração em outubro. A sondagem do instituto privado mostrou leitura de 50,6 em no mês passado, ante 50,9 em setembro.
No front doméstico, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) calculou inflação de 0,25% para o mês de outubro no município de São Paulo, ante 0,16% em setembro, pela leitura do IPC (Índice de Preços ao Consumidor).
Empresas
A Telefônica elevou sua proposta para adquirir a operadora de telefonia fixa GVT, de aproximadamente R$ 6,5 bilhões para R$ 6,95 bilhões, dispondo-se a pagar R$ 50,50 por ação.
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) registrou lucro líquido de R$ 1,15 bilhão no terceiro trimestre, ante lucro de R$ 40 milhões em igual período do ano passado, período afetado pelas perdas pesadas dessa empresa com derivativos financeiros.
Já o Bradesco anunciou um lucro líquido de R$ 1,81 bilhão para o terceiro trimestre, queda de 5,2% em relação ao ganho de R$ 1,91 bilhão um ano antes.
Na cena externa, o destaque é o resultado da gigante do setor de entretenimento Time Warner comunicou que obteve lucro líquido no terceiro trimestre, para US$ 661 milhões (US$ 0,55 por ação), uma queda de 38,2% sobre o resultado de um ano antes.
Fed
Hoje, às 17h15 (hora de Brasília), o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom no Brasil) anuncia a nova taxa básica de juros dos EUA, hoje entre zero e 0,25% ao ano.
Analistas do setor financeiro não esperam mudanças nessa 'banda de juros', mas devem ler com atenção o comunicado pós-reunião, que deve conter 'pistas' para a trajetória da política monetária dos EUA. No Brasil, os agentes financeiros devem monitorar os números sobre fluxo cambial do país, às 12h30.
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LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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