Dinheiro
04/11/2009 - 15h04

PIB da Espanha cairá 3,8% em 2009 e 1,2% em 2010, prevê banco

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da Efe, em Madri
da Folha Online

O PIB (Produto Interno Bruto) da Espanha sofrerá uma retração de 3,8% em 2009, igual à prevista para a zona do euro, e 1,2% em 2010, um ponto maior que a contração projetada para a área em que circula a moeda comum europeia, segundo estimativas revisadas do banco espanhol BBVA.

De acordo com os números da instituição, a retração do PIB em 2009 será três décimos maior que a prevista em agosto (3,5%). Já em 2010, a contração vai ser cinco décimos maior que a de 0,7% prevista há três meses.

As previsões do banco, no entanto, são mais animadoras em relação ao desemprego, que deverá atingir 18,1% neste ano --contra taxa ligeiramente mais alta, de 18,2%, projetada em agosto-- e 20,1% em 2010 --frente à taxa de 20,7% calculada há três meses.

Ontem o Ministério do Trabalho e Imigração informou que o número de desempregados na Espanha aumentou em 98.906 pessoas em outubro, ou 2,67%, com o país alcançando um total de 3.808.353 de pessoas sem trabalho. Em um ano o número de desempregados aumentou em 990.327 pessoas, ou 35,14%, disse o ministério.

O FMI prevê que a taxa de desemprego no país suba para 20,2% no próximo ano. Na semana passada, a Eurostat --a agência europeia de estatísticas-- informou que o desemprego na Espanha chegou a 19,3% em setembro.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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