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Dinheiro
04/11/2009 - 15h46

Bancos revisam estimativa e preveem aumento da Selic para 10,5% em 2010

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GIULIANA VALLONE
da Folha Online

Atualizado às 16h52.

Os bancos brasileiros alteraram suas previsões para o comportamento dos juros em 2010, levando em conta a recuperação da economia demonstrada nos últimos meses. Segundo pesquisa da Febraban (federação dos bancos), as instituições preveem que a taxa Selic feche o ano que vem em 10,5%, ante 8,75% da pesquisa anterior, feita em setembro.

Para este ano, a expectativa é de manutenção da taxa no nível atual, de 8,75%.

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Os dados apontam que a maioria dos bancos entrevistados (cerca de 54%) espera que a elevação na taxa comece apenas no segundo semestre do ano que vem. Para 32,1% a alta deve ocorrer ainda na primeira metade de 2010.

'Há um certo consenso de que 2010 já está ganho em termos de inflação, então este aumento [na Selic] diz mais respeito ao controle de preços em 2011', afirmou o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg.

De forma geral, houve melhora em todos os indicadores que dizem respeito ao crescimento da economia neste ano e no próximo. As projeções de crescimento para o PIB de 2009 subiram de 0,02% para 0,2% --puxado pelo setor de serviços--, enquanto estimativa para a expansão econômica em 2010 foi de 3,98% para 4,6% (levando em conta uma recuperação na indústria que puxaria a alta no ano).

Para a economia dos Estados Unidos, as previsões melhoraram para -2,2% em 2009 e +1,9% em 2010, ante -2,3% e +1,7%, respectivamente.

'Temos um cenário de retomada, ainda que moderada, com uma melhora e todos os componentes e, por outro lado, gerando uma mudança nos números externos', disse Sardenberg.

No cenário externo, houve uma queda significativa nas projeções para o saldo comercial do país em 2010 de US$ 23,2 bilhões para US$ 16,7 bilhões. 'A balança será muito afetada pelo câmbio e, por conseguinte, teremos um deficit em conta corrente bem maior, financiado por um aumento dos investimentos estrangeiros', afirmou Sardenberg.

Os bancos preveem que a taxa de câmbio termine este ano a R$ 1,71, e a R$ 1,75 em 2010. A projeção para o saldo negativo em conta corrente no próximo ano saltou de US$ 25,7 bilhões na pesquisa de setembro para US$ 32 bilhões no levantamento de outubro. Os investimentos estrangeiros diretos devem ficar em US$ 32,3 bilhões.

Sobre a decisão do governo de taxar o capital estrangeiro em 2%, a grande maioria dos executivos --82,1%-- afirmou que, se o cenário permanecer o mesmo nos próximos meses, a medida será pouco efetiva, já que os fundamentos positivos da economia e a liquidez externa devem continuar pesando mais.

Crédito

As projeções dos bancos para o crescimento das operações de crédito também melhoraram no mês passado. A expectativa é que a elevação seja de 17,9% neste ano e de 18,8% no próximo. Segundo Sardenberg, os dados mostram um otimismo maior nas previsões para as pessoas físicas, e uma estabilidade para as empresas.

A taxa de inadimplência, porém, sofreu piora nas previsões. subindo dos 5,3% previstos anteriormente para este ano, para 5,8%. Para 2010, a estimativa é de uma taxa de 5%.

O economista-chefe da Febraban explicou que o aumento ocorreu por causa de um ajuste das projeções às taxas divulgadas no último mês. Atualmente, a inadimplência está em 5,7%, o que mostra que os bancos preveem relativa estabilidade na taxa neste ano e queda em 2010.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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