Dinheiro
05/11/2009 - 11h53

Indústria ainda não superou efeitos da crise, diz CNI

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Apesar de o setor industrial ter apresentado dados positivos em setembro em relação ao mês anterior, o economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Flávio Castelo Branco acredita que a indústria ainda não superou totalmente os efeitos da crise econômica, desencadeada em setembro do ano passado.

"Vemos que a indústria vem período após período tentando recuperar o seu nível de produção de um ano atrás. Mas, quando fazemos a comparação com um ano atrás, vemos que ainda não superamos os efeitos da crise", afirmou.

De acordo com dados divulgados hoje pela confederação, todos os indicadores industriais apresentam queda em setembro na comparação com o mesmo mês de 2008. O faturamento da indústria, por exemplo, caiu 4,7%. O emprego recuou 4,8%, enquanto as horas trabalhadas caíram 10,4% e a massa salarial teve queda de 3,9%. A utilização da capacidade instalada da indústria também foi reduzida, passando de 83% em setembro de 2008 para 79,3% neste ano.

Para Branco, a recuperação total da crise pela indústria só se dará em 2010. "[a superação da crise] No setor industrial, só em 2010, em algum momento no primeiro semestre", prevê.

Mês

Na comparação com agosto, porém, a maioria dos dados é positiva. O faturamento cresceu 1%, enquanto o emprego subiu 0,2% e as horas trabalhadas, 0,4%. A massa salarial, porém, ficou estável e a utilização da capacidade instalada caiu para 79,8%, contra 80,2% em agosto.

"Temos folga para atender a demanda que vai crescer no final do ano sem gerar qualquer pressão sobre a capacidade produtiva", completou Branco.

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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