Dinheiro
05/11/2009 - 14h30

GM diz ter recursos para financiar reestruturação da Opel

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da Reuters, em Berlim
da Folha Online

O presidente-executivo da montadora americana GM (General Motors), Fritz Henderson, afirmou nesta quinta-feira que a empresa vai pagar ao governo alemão o empréstimo-ponte recebido e que tem recursos para devolver a parcela do empréstimo ainda devida pela Opel.

Segundo Henderson, a GM pode financiar a reestruturação da Opel por meio da transferência de fundos dos Estados Unidos. "Nós estamos aptos a tocar um negócio global", afirmou.

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O executivo disse ainda que o governo alemão compartilha do interesse de ver uma Opel "viável", no sentido de que "os interesses estão totalmente alinhados".

Ontem o ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, afirmou que o comportamento da General Motors é "absolutamente inaceitável" e que o governo alemão "vai recuperar o dinheiro do contribuinte", referindo-se ao empréstimo de 1,5 bilhão de euros (US$ 2,23 bilhões, no câmbio de hoje) concedido à Opel.

O plano de reestruturação da Opel, acrescentou, estará pronto em breve. No entanto, o executivo declinou de tecer estimativas sobre cortes de emprego --ontem o vice-presidente da GM, John Smith, disse que a reestruturação pode envolver cerca de 10 mil demissões na Opel.

Henderson também não informou quantas unidades da Opel deverão seguir em operação. Segundo ele, a decisão do conselho da montadora de manter a Opel, e não vendê-la, foi "muito vigorosa".

A montadora apontou ainda que a manutenção da Opel não implicará em mudanças para a estratégia global da marca Chevrolet, que está mantida. Por fim, ele reconheceu que terá de "trabalhar para restaurar" relações com sindicatos europeus.

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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