Dinheiro
05/11/2009 - 14h34

Gerdau prevê elevação de 50% nos investimentos dos próximos quatro anos

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da Reuters

A Gerdau elevou em 50% sua previsão de investimentos para os próximos cinco anos, após divulgar lucro no terceiro trimestre dentro do esperado e que confirma a evolução positiva do setor siderúrgico apresentada em balanços de rivais no Brasil.

A maior produtora de aços longos das Américas aumentou nesta quinta-feira de R$ 6,3 bilhões para R$ 9,5 bilhões a estimativa de investimentos no período entre 2010 a 2014, sendo que cerca de 80% do montante será aplicado no Brasil, afirmou o presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter.

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"Para 2010, vemos uma evolução positiva quando comparada a 2009, com retomada mais lenta e gradual em mercados como Espanha e Estados Unidos", disse o executivo a jornalistas.

Depois de passar um primeiro semestre operando a 50% de sua capacidade, a Gerdau exibe nível médio de utilização de 70%, disse o executivo. Atualmente, a Gerdau tem capacidade de produção global de cerca de 20 milhões de toneladas anuais de aço.

Entre os projetos que serão focos do aumento dos investimentos está a retomada da instalação de um novo equipamento que marcará a entrada da empresa no mercado de chapas grossas. O produto, feito por rivais como a Usiminas, é usado em aplicações como construção de embarcações marítimas e equipamentos pesados.

A Gerdau vai investir R$ 1,75 bilhão no equipamento, um laminador que será instalado em unidade da empresa em Ouro Branco (MG) e terá capacidade para 1 milhão de toneladas anuais. O início da operação está marcado para 2012.

A empresa também retomou nesta quinta-feira atividade na mina de minério de ferro de Várzea do Lopes (MG) e que deve atingir uma produção anual de 1,5 milhão de toneladas, disse André Gerdau, acrescentando que a companhia poderá ainda elevar essa capacidade no futuro.

Com a outra mina de Miguel Burnier, também em Minas Gerais, a Gerdau deverá alcançar ritmo de produção anual de 2,7 milhões de toneladas de minério de ferro no final de 2010, dentro da estratégia de ampliar consumo de minério próprio.

O plano também envolve aumento de produção da empresa na Índia, terceiro maior produtor de aço do mundo. No Peru, onde a empresa detém a Siderperu, a Gerdau vai reativar produção de alto-forno "por volta do segundo ou terceiro trimestre do ano que vem", disse o executivo.

Lucro

A Gerdau teve lucro líquido de R$ 655 milhões no terceiro trimestre, abaixo do ganho reportado de R$ 1,42 bilhão um ano antes. Ainda assim, trata-se de uma expressiva melhora ante o prejuízo de R$ 329 milhões de abril a junho deste ano. Analistas consultados pela Reuters previam, em média, lucro de R$ 677 milhões de reais de julho a setembro.

A receita líquida no período cresceu 6,4% contra o trimestre imediatamente anterior, para R$ 6,808 bilhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 1,375 bilhão no trimestre encerrado em setembro, contra R$ 595 milhões entre abril e junho. No terceiro trimestre do ano passado, a geração de caixa tinha sido de R$ 3,841 bilhões.

A margem Ebitda trimestral foi de 20,2%, mais que duas vezes maior que a registrada no segundo trimestre deste ano.

A companhia produziu 29,8% mais aço bruto no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores, com produção total de 4,024 milhões de toneladas. Em laminados, houve alta de 19,1%.

Câmbio valorizado

A empresa ainda espera uma recuperação maior dos mercados internacionais, para ajudar a compensar parte de perdas provocadas pela apreciação do real contra o dólar.

"O câmbio em 1,7 (real por dólar) é ruim, não ajuda a vender (...) Mas nós não exportamos mais pela baixa demanda internacional", afirmou o vice-presidente financeiro da Gerdau, Osvaldo Schirmer. Ele disse que a empresa está trabalhando em corte de custos para lidar com o real forte.

Em outro front, do endividamento, a Gerdau pretende reduzir gradualmente sua dívida. Segundo Schirmer, para o quarto trimestre haverá amortização de R$ 600 milhões e para 2010 a programação é quitar mais R$ 2 bilhões.

O grupo terminou setembro com dívida líquida de R$ 10,7 bilhões, queda de 40% na comparação com o final de 2008. Parte importante da diminuição decorre do efeito da valorização do real sobre a dívida em moeda estrangeira.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (679) 29/11/2009 08h02
Cassio Tavares (679) 29/11/2009 08h02
Todos sabem que sal faz subir a pressão e em consequencia coloca as pessoas as vezes em confusão mental. Agora apareceu um tal de Pré-Sal que está causando sérios disturbios mentais em algumas pessoas. Calma gente. Esse aí é benéfico a todos e pode ser consumido à vontade. sem opinião
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celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
2 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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