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Dinheiro
05/11/2009 - 16h53

BCE dá 1º passo para retirar estímulos, mas mantém juro

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da Reuters, em Frankfurt

O BCE (Banco Central Europeu) deu o primeiro passo para retirar as medidas extraordinárias de suporte à economia da zona do euro, ao sinalizar nesta quinta-feira que os empréstimos de um ano a bancos não serão repetidos em 2010.

O BCE manteve a taxa de juro em 1% pelo sexto mês seguido e o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, prometeu anunciar em dezembro uma decisão sobre as demais políticas do banco central de injeção de recursos baratos no mercado.

Permitir que os empréstimos de um ano expirem após a operação agendada para 16 de dezembro já será um passo para que os bancos se desacostumem com os recursos que têm levado as taxas no mercado aberto a níveis mínimos recordes e ajudado a restaurar os fluxos de crédito.

Questionado se o BCE está pronto para encerrar as operações de um ano, Trichet comentou que os mercados financeiros não estão esperando que o banco anuncie mais operações de um ano em 2010.

"Não direi nada que dissipe essa atual avaliação do mercado", afirmou a jornalistas. "Mas a decisão será tomada pelo conselho (do BCE) no próximo encontro, daqui a um mês."

Trichet ressaltou que as medidas pró-liquidez tomadas pelo BCE --incluindo emprestar fundos ilimitados a bancos a taxas fixas-- serão encerradas gradualmente e no momento certo, mas não terão a mesma extensão que no passado.

Ele recusou-se a dizer, contudo, se o BCE vai elevar o custo dos financiamentos na próxima operação de 12 meses frente à taxa de 1% --um movimento que poderia ser entendido como sinal de aumento do juro antes do final de 2010.

A postura do BCE contrasta com a do Federal Reserve, que não realizou nenhuma mudança em suas diretrizes de política na quarta-feira, apesar da crescente confiança numa recuperação; e com a do Banco da Inglaterra, que não mexeu no juro e afirmou que expandirá o programa de "quantitative easing" em 25 bilhões de libras.

Todos os 78 economistas pesquisados pela Reuters na semana passada esperavam que o BCE manteria o juro básico na mínima recorde pelo sexto mês consecutivo, com nenhuma expectativa de alta até o final de 2010.

Otimismo

Até a reunião do próximo mês, o BCE terá atualizado suas projeções econômicas e as primeiras estimativas para 2011, período crucial para as decisões de política monetária atuais.

Trichet disse que é necessário cautela sobre as perspectivas econômicas, mas afirmou que as taxas de crescimento entrarão em território positivo antes do final do ano.

"Os últimos dados continuam a sinalizar uma melhora na atividade econômica no segundo semestre deste ano", disse. "O conselho (do BCE) espera que a economia da zona do euro se recupere em 2010 de forma gradativa, reconhecendo que os prognósticos continuam sujeitos a elevada incerteza."

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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