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Dinheiro
05/11/2009 - 19h50

G20 vai discutir reservas cambiais, afirma Mantega

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da Reuters, em Londres

A reunião dos ministros de Finanças do G20 neste fim de semana vai discutir como lidar com o excesso global de reservas cambiais, e o debate deve incluir a disparidade entre moedas controladas e flutuantes, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segundo ele, os ministros do G20 também devem decidir se os países deveriam seguir o exemplo brasileiro de impor uma taxação sobre o capital estrangeiro para brecar a especulação.

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"Temos o perigo dos desequilíbrios, muito capital para países produtores de commodities como Brasil, Austrália e África do Sul", disse em entrevista nesta quinta-feira. "Precisamos decidir o que podemos fazer sobre isso porque temos países com moedas atreladas [a outras] e moedas flutuantes como a do Brasil."

O encontro dos ministros de Finanças do G20 ocorre na Escócia na sexta-feira e no sábado.

No mês passado, o Brasil resolveu adotar uma alíquota de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre investimentos estrangeiros para ações e renda fixa. "Nós precisamos decidir se todos [adotam uma taxação sobre o fluxo de capital] ou deixam o câmbio flutuar livremente."

Para Mantega, o FMI (Fundo Monetário Internacional) tem um papel a desempenhar para ajudar os países a reduzir suas reservas cambiais, como parte de um reequilíbrio global que precisa ocorrer entre os Estados Unidos e os países asiáticos com superavit em conta corrente.

"Nós concordamos com a tese de que nós podemos operar com menos reservas. Isso significa que o FMI deve garantir a sustentabilidade financeira dos países. Eu posso ter menos reservas se o FMI me der um swap, então eu terei a possibilidade de ter dinheiro quando eu precisar", argumentou.

Liquidez

Mantega disse também que há uma ampla concordância entre os países do G20 sobre a necessidade de reduzir o superavit em conta corrente de economias de rápido crescimento.

O ministro acrescentou, no entanto, que boa parte do ingresso recente de capital é resultado das medidas anticíclicas adotadas por EUA e outros países para impulsionar a demanda. "Há muito carry trade porque o dólar está muito barato e as taxas de juros são muito baixas nos EUA", disse.

Mais cedo, Mantega disse a uma plateia de investidores que o IOF era uma medida única para reduzir o fortalecimento "exagerado" do real que prejudica os exportadores brasileiros.

Ele disse que o Brasil não tem outros planos para limitar os ingressos especulativos porque o fluxo global de capitais deve voltar ao equilíbrio assim que os EUA aumentarem o juro e os países reduzirem o excesso de liquidez. "É claro que, se você restabelecer o equilíbrio, nós podemos remover a taxação", disse.

O Brasil planeja vender bônus denominados em reais no mercado internacional para fortalecer o papel do real como moeda internacional, acrescentou o ministro. "Fizemos isso no passado e pretendemos fazer no futuro. É uma forma de estimular o real como moeda internacional. Ainda não decidimos quando vender nos mercados internacionais."

Mantega vai encontrar os ministros de Rússia, Índia e China na reunião do G20, mas disse que os quatro países que formam o Bric não vão se reunir separadamente ou emitir um comunicado.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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