Dinheiro
05/11/2009 - 20h20

Brasil aproveitará entrada de dólares para ampliar reservas, diz Meirelles

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da Reuters, em Londres

O Brasil usará os ingressos de capital no país para elevar suas reservas internacionais, continuando a comprar dólares para suavizar quaisquer distorções de preço que possam surgir por conta do fluxo, afirmou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Meirelles disse ainda que haverá alguma discussão entre os ministros de Finanças na reunião do G20 no final de semana sobre como os efeitos do enfraquecimento do dólar estão sendo sentidos de forma desigual entre os países.

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Meirelles avaliou que os fortes ingressos de capital no Brasil não são consequência somente da liquidez injetada nas principais economias, como Estados Unidos, para combater a recessão global, mas também dos sólidos fundamentos econômicos brasileiros.

"Nós aproveitaremos o fluxo líquido em direção ao Brasil para acumular reservas e fortalecer a resiliência da economia brasileira", afirmou. "Mas... também para evitar distorção de preço no mercado como resultado de falta ou excesso de liquidez."

O Brasil registrou em outubro entrada líquida de US$ 14,6 bilhões, a maior desde junho de 2007, enquanto o BC adquiriu US$ 6,7 bilhões no mercado de câmbio à vista em leilões liquidados no mês passado.

No mês passado, o país impôs uma alíquota de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre investimentos estrangeiros direcionados a ações e renda fixa, num esforço para conter o maciço ingresso de capital que tem alimentado a alta da Bovespa e valorizado o real.

A rápida apreciação da divisa é vista como uma ameaça para os exportadores brasileiros. Meirelles preferiu não tecer comentários sobre patamares do câmbio e a recente taxação sobre recursos estrangeiros, mas insistiu que o Brasil não está adotando controles de capital.

Efeitos desiguais

Meirelles afirmou que o BC está trabalhando em uma revisão da legislação cambial, definida na década de 1930. "O importante é continuar desenvolvendo um sistema que seja mais eficiente e menos custoso, e um de nossos objetivos é evitar distorções de preços no mercado", disse.

Repetindo comentários feitos mais cedo pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, Meirelles afirmou que um dos tópicos do encontro do G20 será a disparidade entre regimes cambiais controlados e flutuantes. "O ajuste do dólar ante outras moedas está atualmente distribuído de maneira irregular no mundo. Haverá uma discussão sobre a questão de diferentes regimes cambiais", explicou.

Meirelles acrescentou que os países do G20 também discutirão seus planos individuais para retirar estímulos governamentais, à medida que a economia global se recupera da crise financeira. "Temos de dividir ideias sobre as estratégias de saída para garantir que compreendamos o que cada um está fazendo."

Comentários dos leitores
Richard Adams (19) 26/11/2009 10h09
Richard Adams (19) 26/11/2009 10h09
Nossa...logo cedo ter que ler comparações de alho com bugalho é dose pra leão. Alguém tem ai um Isordil pra eu colocar debaixo da lingua? Tenha dó.... sem opinião
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joao martins (67) 26/11/2009 08h14
joao martins (67) 26/11/2009 08h14
Avisa aí ó pra esse cara do banco sachs que o dolar é que está sobrevalorizado. Após queda do Império e o derretimento do Tio Sam de chocolate, o dolar a esta altura não deveria valer nada, deveria ter virado pó, com milhares de empresas fechadas e outras estatizadas, além das empresas compradas pelos paises subdesenvolvidos como o Brasil, que comprou a Budweiser emblema do imperio americano. Portanto quem está sobrevalorizado é o americano, o ingles, o japones, etc...e não o real brasileiro. 3 opiniões
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marcos macedo (9) 25/11/2009 14h55
marcos macedo (9) 25/11/2009 14h55
Sr Richard, o sr que entende de moeda,,,o que tem mais valor? acabar com a marginal do tiete, construindo 6 pistas (asfalto) ou construir 1 dos mais modernos navios de guerra do mundo(7anos de construção) eua com aço do wtcenter? afinal, a marginal custará 1,3 bilhões e o navio com toda tecnologia 1,2 bilhões,,, haja campanha ano que vem, né sr José Serra? pq não investir no metro ou onibus? 2 opiniões
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