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Dinheiro
05/11/2009 - 22h48

Lula diz temer que avanço da economia barre reforma financeira

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da Reuters, em Londres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação nesta quinta-feira que o leve avanço na economia mundial poderá prejudicar o impulso para uma reforma do sistema financeiro, aumentando o risco de uma crise mais profunda.

"Os pequenos sinais de progresso na economia podem criar impedimentos para que possamos realizar reformas profundas sem as quais a humanidade corre o risco de retornar de forma mais grave à crise", disse Lula após receber da instituição Chatham House um prêmio de estadista do ano.

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Ele defendeu a adoção de mecanismos de regulação mais efetivos, o fim dos paraísos fiscais, um esforço maior para lutar contra o protecionismo e a conclusão da Rodada Doha.

Lula disse que as instituições multilaterais nascidas depois da Segunda Guerra Mundial não eram mais adequadas à nova geografia econômica e política do século 21.

"As instituições de Bretton Woods só agora estão começando a ser remodeladas. Mas estão se movimentando muito lentamente. Elas fracassaram porque não previram e evitaram a severa crise que atingiu toda a humanidade", ele disse.

O rigor com que o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial trataram os países pobres foi diferente da complacência e indulgência que mostraram às nações desenvolvidas, disse Lula.

Lula defendeu a ampliação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e disse que o Brasil e outros países deveriam ganhar um assento permanente.

Apesar de o país ter descoberto novas reservas de petróleo em seu litoral --que poderiam torná-lo um grande exportador--, Lula disse que a riqueza do petróleo "será distribuída aos brasileiros do amanhã", prometendo investir os recursos na educação e na pesquisa científica.

O governo brasileiro participará da cúpula climática em Copenhague, na Dinamarca, no próximo mês, com propostas claras de cortes, ele disse.

"O sucesso que tivemos para reduzir o desmatamento de nossas florestas nos dá credibilidade para o nosso desejo de reduzir o desmatamento em até 80 por cento no ano de 2020", disse ele.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
O que o Brasil tem de herócico é o povo que trabalha incluindo trabalhador braçal, especializado, técnco, cientista, artistas. Nós carregamos esta País nas costas, e sustentamos toda compra de votos, assistencialista, super faturamentos, roubos e tudo mais qye está acontecendo sem opinião
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Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
5 opiniões
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mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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