Dinheiro
06/11/2009 - 08h44

British Airways tem perda recorde de abril a setembro, de US$ 360 mi

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da Efe, em Londres

A companhia aérea British Airways informou nesta sexta-feira que registrou uma perda líquida recorde de 217 milhões de libras (US$ 360,4 milhões) em seu primeiro semestre fiscal, que terminou em 30 de setembro, e destacou que continua as conversas para uma possível fusão com a Iberia.

Em comunicado, a empresa britânica informou que o resultado contrasta com a perda líquida de 49 milhões de libras (US$ 81,3 milhões) do mesmo período do ano anterior.

A perda bruta da British Airways foi de 292 milhões de libras (US$ 485 milhões) frente à de 52 milhões de libras (US$ 86,3 milhões) do mesmo semestre fiscal de 2008.

O executivo-chefe da British Airways, Willie Walsh, em declarações à rede BBC, não quis dar detalhes das conversas com a Iberia e se limitou a dizer que não há nenhum acordo formal. Além disso, Walsh se negou a responder à pergunta sobre se a empresa levará sua sede para a Espanha caso a fusão de fato ocorra.

No comunicado, a British Airlines diz que está centrada no diálogo com a Iberia e que desenvolveu uma "boa relação" com a nova equipe de gestão da companhia aérea espanhola.

A companhia britânica destaca que está à espera da aprovação das entidades reguladoras da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) e do Departamento de Transporte dos Estados Unidos sobre um novo negócio --anunciado em agosto de 2008-- que permita unir forças com a American Airlines e a Iberia em voos entre América do Norte e Europa.

As difíceis condições do mercado levaram a British Airways a registrar queda de 13,7% em seu faturamento, que no primeiro semestre fiscal (de abril a setembro) foi de 4,1 bilhões de libras (US$ 6,8 bilhões), frente a 4,7 bilhões de libras (US$ 7,8 bilhões) do mesmo período de 2008.

As vendas caíram 14%, para 4,1 bilhões de libras (US$ 6,8 bilhões). A dívida líquida em 30 de setembro estava em 2,3 bilhões de libras (US$ 3,9 bilhões), frente a 1,4 bilhão de libras (US$ 2,3 bilhão) do mesmo período do ano passado.

A British Airways também informou que cortará 1.200 postos de trabalho, em sua maioria no exterior, extinguindo um total de 4.900 empregos em 2010.

A companhia aérea, que tem 38.700 funcionários, já tinha anunciado que cortaria 3.700 postos de trabalho até março de 2010.

Diante dos maus resultados divulgados hoje, Walsh destacou que o setor da aviação continua em recessão e acrescentou que a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) antecipou que esta indústria perderá US$ 11 bilhões neste ano.

O executivo-chefe da British Airways declarou que a empresa passará por mais mudanças estruturais no segundo semestre fiscal.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
sem opinião
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Marcelo Bruno (76) 26/11/2009 14h34
Marcelo Bruno (76) 26/11/2009 14h34
[Richard Adams] Não há risco de os países ricos "quebrarem", enquanto o resto do mundo (leia-se China, países árabes, Brasil, etc.) continuar a financiar suas dívidas. No caso dos Estados Unidos em particular, o risco é praticamente nulo. Colocando de forma simples, se o amplo excedente de capital no mundo não for investido em títulos do Tesouro americano, será investido em quê ?
A argumentação acima não quer dizer obviamente que os EUA não terão que fazer um ajuste fiscal em algum momento do futuro. Em algumas economias menores e sem moeda de reserva (p.ex. Reino Unido), esse ajuste terá que vir mais cedo (provavelmente após a próxima eleição geral em maio de 2010).
6 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (57) 26/11/2009 14h21
Olmir Antonio de Oliveira (57) 26/11/2009 14h21
A respeito da reportagem , Dubai. È sabido que as reservas de petroleo não são infinitas, dizem relatórios, poços e reservas em alguns paises já se mostram desgastadas, e países que sequer conseguiram fazer a transição para outas fontes de recitas e ou de subsistencias, e por isto no momento seriam os preços do petroleo a sua única salvação para o curto prazo. de países que já teriam vendidos e ou colocado a venda alguns de seus ativos no exterior exemplifico: bancos no Usa. O Usa é um grande mercado e uma espécie de centro do mundo. quanto a preço e ou possibilidade de compra e ou valor a se pagar. se por preço atual, com desagio, e no momento no atual cenário dificilmente teria agio, setores com grandes vendedores de participações e ou controles......O fundamental é conhecimento, e nossa basicas de espertize, ou colocação em um mercado mais competivo, e aindo com ativos de liquidez duvidoza, e ou ainda que pode demorar para se recuperar. Boas marcas são bem vindas para carteira institucional, mas tem marcas que após a crise deteles ficaram com manchas, e até sugerem duvidas, dado o atual nivel de conhecimento e ou meios de comunicação, do ponto de vista popular, e ou difusão de informações e conceituações..... sem opinião
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