Dinheiro
06/11/2009 - 11h32

EUA perdem 190 mil postos de trabalho em outubro; desemprego vai a 10,2%

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da Folha Online

Atualizado às 11h50.

A economia americana perdeu 190 mil postos de trabalho em outubro, enquanto a taxa de desemprego chegou a 10,2%, maior desde abril de 1983 (em setembro, a taxa estava em 9,8%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.

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A expectativa dos analistas era de que o país perderia 150 mil empregos no mês passado. No último trimestre, a economia americana perdeu em média 188 mil empregos por mês, contra uma média de 357 mil no trimestre imediatamente anterior.

Embora os cortes de vagas em outubro tenham superado as previsões, o ritmo de fechamento de vagas tem sido menos acentuado. Com exceção de agosto deste ano (mês em que a perda foi de 154 mil empregos), o dado de outubro é o menor desde agosto do ano passado --quando foram perdidos 175 mil empregos.

O dado reflete o ritmo de melhora na economia americana visto recentemente: no trimestre passado, o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 3,5%. No segundo trimestre houve queda de 0,7%, após uma revisão da leitura inicial, que mostrava queda de 1%. Mesmo assim, o país ainda está distante de seu ritmo normal.

O número de pessoas desempregadas no país aumentou assim em 558 mil, para um total de 15,7 milhões. Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, o número de desempregados no país aumentou em 8,2 milhões, e a taxa de desemprego cresceu em 5,3 p.p. (pontos percentuais).

A participação na força de trabalho caiu 0,1 p.p. (ponto percentual) em outubro, para 65,1%. No mês passado, o número de pessoas trabalhando em empregos de meio período por razões econômicas (o que o departamento chama de "trabalhadores involuntários de meio período") ficou em 9,3 milhões, quase inalterado em relação a setembro.

Na segunda-feira (2) o presidente americano, Barack Obama, afirmou que a economia já recuperou muito terreno desde janeiro, mas mais empregos poderiam ser perdidos antes de uma total recuperação ser registrada. "Antecipamos que continuaremos a ver mais perdas de empregos nas próximas semanas e meses", afirmou.

Obama disse que a economia começou a se estabilizar depois de uma profunda queda em meio à crise financeira global, mas ele destacou que ainda há um longo caminho a ser percorrido e que é preciso encontrar novos modelos para o crescimento no futuro.

Setores

O setor de construção perdeu 62 mil empregos no mês passado; nos últimos seis meses, o setor perdeu em média 67 mil postos de trabalho --contra uma média de 117 mil no semestre imediatamente anterior. Desde dezembro de 2007 o setor de construção perdeu 1,6 milhão de empregos.

O setor manufatureiro sofreu um corte de 61 mil vagas em outubro, com perdas tanto no segmento de bens duráveis (com durabilidade mínima prevista de três anos) como não duráveis (como alimentos e vestuário). Nos últimos quatro meses o setor perdeu em média 51 mil vagas ao mês, contra média de 161 ao mês entre outubro do ano passado e junho deste ano. O setor perdeu 2,1 milhões de vagas desde dezembro de 2007.

O varejo perdeu 40 mil empregos no mês passado, principalmente nos segmentos de artigos esportivos, livros e lojas de música (16 mil) e em lojas de departamentos (11 mil)

O setor de saúde, no entanto, abriu 29 mil vagas; desde dezembro de 2007, o setor criou 597 mil empregos.

Os dados referentes ao mercado americano de trabalho em novembro devem ser divulgados no dia 4 de dezembro, às 11h30 (em Brasília).

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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