Bolsas em NY caem com maior taxa de desemprego nos EUA em 26 anos
da Folha Online
As Bolsas americanas operam em baixa nesta sexta-feira. A taxa de desemprego nos Estados Unidos chegou ao patamar dos 10%, ao qual não voltava desde 1983. Os investidores viram o dado como sinal de que, embora o ritmo de cortes de vagas no país esteja menor, a situação do mercado de trabalho ainda vai demorar a se inverter.
Às 13h36 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em leve baixa de 0,39%, indo para 9.967,04 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 caía 0,32%, para 1.063,22 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 0,24%, indo para 2.100,20 pontos.
Foram perdidos no país no mês passado 190 mil postos de trabalho; com exceção do dado de agosto (que apontou perda de 154 mil empregos), foi o menor corte desde agosto do ano passado (de 175 mil vagas). No último trimestre, a economia americana perdeu em média 188 mil empregos por mês, contra uma média de 357 mil no trimestre imediatamente anterior.
Os números refletem a melhora na economia americana vista recentemente: no trimestre passado, o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 3,5%. No segundo trimestre houve queda de 0,7%, após uma revisão da leitura inicial, que mostrava queda de 1%.
Mesmo assim, o país ainda está distante de seu ritmo normal. No início do mês passado, o economista americano Nouriel Roubini --respeitado, entre outras coisas, por ter sido o primeiro a prenunciar a crise do crédito americano que resultou em recessão global-- afirmou que a taxa de desemprego no país pode chegar a 11% em 2010 e que alguns postos de trabalho, como no setor de construção, foram perdidos "para sempre".
Os investidores não se deixaram animar pelo segundo trimestre seguido de lucros na seguradora AIG, uma das empresas mais abaladas na crise financeira: a empresa teve lucro de US$ 455 milhões (US$ 0,68 por ação) no terceiro trimestre, contra um prejuízo de US$ 24,5 bilhões um ano antes. Entre abril e junho a AIG teve lucro de US$ 1,82 bilhão, primeiro resultado trimestral positivo desde 2007.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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