Dinheiro
06/11/2009 - 16h19

Preço do ouro bate novo recorde em Londres

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da France Presse, em Londres

O preço do ouro bateu nesta sexta-feira mais um recorde absoluto ao atingir US$ 1.101,42 por onça (31,104 gramas) no mercado londrino, na esteira das seguidas desvalorizações do dólar ante outras moedas fortes.

Hoje, os investidores se apoioaram novamente no câmbio para elevar o preço da commodity metálica. O euro valia US$ 1,4907 --ante US$ 1,4868 do fechamento de quinta-- quando os negócios se encerraram.

A alta no preço ainda coincidiu com o anúncio do Banco Central do Sri Lanka de comprar ouro para diversificar suas reservas --o que força ainda mais a alta no preço porque cria uma nova demanda.

"Temos experimentado uma enorme volatilidade na moeda [dólar] durante a crise, que nos deixou com a sensação de que necessitamos de algo mais sólido", disse o governador do BC do Sri Lanka, Ajith Nivard Cabraal, ao jornal "Financial Times". "Naturalmente, o ouro surge como o produto mais lógico."

O BC do Sri lanka, segundo analistas consultados pelo "FT", deve comprar cerca de cinco toneladas do metal.

Outros Bancos Centrais devem seguir o mesmo rumo. Na segunda-feira, por exemplo, o BC da Índia comprou 200 toneladas de ouro do FMI (Fundo Monetário Internacional) --quase metade das 403,3 toneladas que a entidade disse que venderia "durante vários anos" para evitar uma queda artificial dos preços do ouro.

Atualmente, apenas 2% das reservas internacionais são compostas de ouro --o principal lastro é o dólar.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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